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Portugueses "empurrados" a ir viver para os subúrbios

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Autor: Redação

Comprar casa nas cidades é cada vez mais caro em Portugal, pelo que muitas pessoas acabam por ser "obrigadas" a viver nos subúrbios. Por outro lado, o mercado de arrendamento, que chegou a representar 60% da atividade das imobiliárias no auge da crise, caiu a pique nos últimos dois anos – em 2016, já só valia 25%.

Em causa estão dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que permitem concluir que há uma forte subida na compra de casas em Lisboa e no Porto, nomeadamente nos subúrbios

E a verdade é que há um denominador comum para a queda dos arrendamentos e para a opção de comprar casa nos arredores das cidades, o elevado preço dos imóveis. “As pessoas até querem arrendar casa, mas as rendas são altas e compensa mais comprar”, disse Luís Lima, presidente da APEMIP, citado pelo Dinheiro Vivo. “As pessoas só vão para os subúrbios porque são empurradas”, acrescentou.

Segundo o responsável, o arrendamento deverá continuar a perder peso, porque a oferta é escassa e porque as pessoas tendem a refletir nas rendas o peso da fiscalidade. “Infelizmente não aproveitámos a crise para criar um verdadeiro mercado de arrendamento. A fiscalidade continua muito elevada e isso faz com que os preços sejam altos”, frisou.

Proprietários também criticam rendas elevadas

Também António Frias Marques, Presidente da Associação Nacional de Proprietários (ANP), critica o elevado valor das rendas solicitado pelos senhorios, considerando que “há muitas rendas que se pedem que não estão ao alcance das pessoas”. “Há senhorios que ainda não desceram à terra e continuam a pedir valores desajustados”, lamentou, em declarações ao Jornal de Notícias. “Costumamos aconselhar os proprietários a pedir o IRS ao candidato a inquilino para verem o seu rendimento mensal, porque este, para as coisas correrem bem, em de ser o triplo do valor da renda”, acrescentou.