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Habitação a aquecer no Seixal - com mais oferta para classe média e de topo

Parque Seixal
Parque Seixal
Autor: carla celestino (colaborador do idealista news)

As casas devolutas são o maior problema habitacional do Seixal, mas a autarquia quer fazer destes imóveis um trunfo para reforçar a oferta. O idealista/news confirmou em reportagem que o parque residencial está já a ser dinamizado neste concelho da Margem Sul do Tejo, havendo vários projetos em curso. Há mais casas para a classe média, bem como para clientes de topo - nacionais e internacionais -, e há movimentos a nível do realojamento das famílias mais carenciadas.

Neste município do outro lado da capital, existem atualmente cerca de 88.000 fogos de habitação e uma enorme diversidade no mercado residencial, que varia entre malhas urbanas densas e bem consolidadas, e áreas de baixa volumetria, núcleos urbanos antigos e espaços residenciais de grande qualidade. A maior carência consiste nas casas devolutas, que a autarquia garante estar empenhada em resolver.

Wikimedia commons
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O que explica a subida de preços

Em linha com o que se assiste no mercado imobiliário nacional, em termos médios - e sobretudo nos grandes núcleos de Lisboa e Porto -, "tem-se verificado uma subida dos preços dos edifícios no Núcleo Urbano Antigo do Seixal, principalmente os localizados na frente ribeirinha”, reconhece o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, ao idealista/news, salientando que "não é de surpreender já que esta zona foi toda reabilitada e está de “cara lavada”.

Segundo o autarca, este cenário deve-se à “proximidade a Lisboa, a uma vasta rede de infraestruturas de transportes e comunicações, ao património natural” que fazem com que este município da Margem Sul do Tejo seja “um território avançado e competitivo, que tem motivado o aumento do interesse pelo concelho e, por isso, temos acolhido muitos novos residentes”.

Inspirado no que já foi feito no Núcleo Urbano Antigo do Seixal, a autarquia anuncia que vai agora avançar para a requalificação dos Núcleos Urbanos Antigos de Arrentela e depois da Amora e Paio Pires.

Wikimedia commons
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Joaquim Santos reconhece que o município tem “noção da existência de um número significativo de casas devolutas no concelho”, pelo que tem “desenvolvido um trabalho no sentido de identificar esses imóveis e os seus proprietários, intimando-os a dar-lhes uso”. Isto acontece, sobretudo, porque “nos preocupa a situação dos mais jovens e a sua fixação no concelho perante os preços crescentes das habitações que agora se praticam”.

Atrair novos habitantes

Em termos de habitação social, a autarquia pretende promover um “novo modelo de realojamento social” que assenta no “realojar das famílias utilizando casas já construídas”. Isto foi o que aconteceu com o realojamento de quase 190 pessoas no mês de dezembro de 2018, que eram provenientes de Vale de Chícharos e que foram habitar frações de edifícios já existentes no concelho.

Câmara Municipal do Seixal
Câmara Municipal do Seixal
Por parte da classe média, tem-se registado procura em ambos os lados da Baía do Seixal. Com destaque para a Amora onde existem já projetos habitacionais em curso. No empreendimento Varandas do Rio encontra-se a construir mais um edifício e também nesta localização haverá mais habitação com o Residence Amora já em comercialização. Corroios tem sido outra das localizações onde a construção habitacional tem sabido atrair as novas gerações e famílias. 

Nascem novos empreendimentos de topo

Em paralelo, no concelho do Seixal há um conjunto de novas urbanizações que já tinham dado os primeiros passos mas que agora arrancaram definitivamente. São projetos que têm sido difundidos a nível nacional e internacional.

Entre eles está a Quinta da Trindade. Promovido pelo Grupo Libertas, localiza-se junto ao Centro de Estágios do Sport Lisboa e Benfica, a qual está ainda em 40% da sua construção. O idealista/news foi ao local e pode verificar que esta nova fase já se encontra em curso.

O One River at Quinta da Trindade é um condomínio privado que conta com apartamentos T1 a T4 distribuídos por 6 blocos com amplas varandas e churrasqueira e penthouses com terraços, sistema de climatização em salas, suites e quartos, piscina aquecida para adultos e crianças, ginásio, jardim privativo e espaços de lazer, relaxamento e banhos de sol. 

Grupo Libertas
Grupo Libertas

Já o condomínio privado River Terraces at Quinta da Trindade estende-se por uma área de lote de 4.847 metros quadrados (m2) e construção acima do solo de 23.560 m2, prevendo a edificação de 213 fogos. Com apartamentos T1 a T4 vai ser dotado de sala de estar e espaço gourmet com esplanada, piscinas aquecidas de água salgada para adultos e crianças com cascata, ginásio panorâmico, playground, jardim com grande relvado, árvores de fruto e canteiros com ervas aromáticas e condimentares. 

Grupo Libertas
Grupo Libertas

Outro projeto de vulto é a Herdade Monteverde Nature & Living, do Grupo SIL, um empreendimento com um baixo índice de construção mas de grande dimensão a caminho de Sesimbra, na zona de Fernão Ferro.

Esteve durante o período de crise em modo 'stand-by' mas, em declarações ao idealista/news o diretor do Grupo SIL, Pedro Mateus, explica que “em parte foi também o resultado da espera das aprovações todas necessárias pelo menos durante ¾ da crise e somente durante ¼ é que foi um adiamento”.

O promotor adianta que se trata de um condomínio privado com 102 hectares, constituído por: “um hotel de 90 quartos cuja conclusão está prevista para 2021 e um total de 355 fogos, dos quais 86 são moradias unifamiliares (12 estão em construção e três vão iniciar neste trimestre), 71 são moradias em banda (20 em construção) e 198 apartamentos (ainda não iniciámos a construção)”.

Com “diferentes prazos de entrega em função do início da obra está a reserva natural, o campo de golfe com 18 buracos, o clube de ténis com 3 campos de ténis, 1 campo de padel, 1 campo de squash, esplanada, jardim; a par, no interior, recepção e balneários; parque central com lago e parque infantil (certificado); circuito de manutenção com aproximadamente 2 km; Health & Fitness Center; piscina interior e exterior; zona comercial com 1000 m2 , supermercado 300/400 m2, cabeleireiro, tabacaria, coffee shop; restaurante /bar; “Casa Mãe” composta por restaurante/esplanada; clube de condomínio e serviços (3ª fase); portão da entrada com segurança 24/7; e acesso independente para clientes do hotel e jogadores de golfe, garantindo total privacidade dos moradores”.

Entre os clientes, Pedro Mateus diz estarem “portugueses residentes na Margem Sul, classe média alta e alta, também estrangeiros. Até agora 80% são nacionais e 20% estrangeiros.

Grupo SIL
Grupo SIL

Qualidade de vida atrai investidores

Junto à Aroeira, está ainda a denominada Herdade do Pinhão do Grupo Alves Ribeiro. Em declarações ao idealista/news, Ana Bernandes, do departamento Comercial, avança que este projeto “ainda encontra-se em fase de licenciamento e é sempre complicado termos uma previsão”, ainda assim acredita que “durante o primeiro semestre de 2019 vamos conseguir avançar com o início da construção e efetivar mais vendas”.  

Salienta que na Quinta do Pinhão “temos projetos bastante diferentes” e que relativamente aos imóveis que estavam em comercialização já estão “todos vendidos”. “Ao todo foram cerca de 14 unidades entre moradias em banda, moradias isoladas, (nas tipologias de T3 até T5, T5+2 e T5+3), e apartamentos (nas tipologias de T1 a T5), o que não é quase nada faze à dimensão do projeto”.

Quanto a preços, explica que “uma moradia isolada varia entre 500 mil euros e 1.600.000 euros e os apartamentos entre os 200 mil euros e os 500 mil euros”. 

Grupo Alves Ribeiro
Grupo Alves Ribeiro

O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, declara ao idealista/news que estes projetos “oferecem habitações distintivas e traduzem o posicionamento do município em termos da elevada qualidade de vida da população no concelho”.