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3.600 casas novas com rendas acessíveis em Almada: Câmara junta-se a IHRU para pedir financiamento

Para construir habitações que visam alojar 9.000 pessoas, as duas entidades candidataram-se a seis milhões de euros de fundos comunitários.

Wikipedia
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Autor: Redação

Na margem Sul do Tejo, mais concretamente em 3.000 metros quadrados (m2) na encosta do Monte da Caparica, Almada (Grande Lisboa), vão ser construídas 3.000 casas, que serão colocadas no mercado de arrendamento a preços acessíveis, destinando-se a alojar mais de 9.000 pessoas. Este é o objetivo da Câmara de Almada que, em conjunto com o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), apresentou uma candidatura a Bruxelas para fundos comunitários, na ordem dos seis milhões de euros, que financiem este projeto.

A candidatura, segundo noticia o ECO, foi submetida no início do mês, através do programa Ações Urbanas Inovadoras, que concede apoios para projetos de habitação entre outros como a integração de migrantes, a qualidade do ar e a pobreza urbana. E a ideia é concluir o projeto num prazo de seis a dez anos. O primeiro lote, com oito fogos, começará a ser construído em janeiro de 2020.

A primeira etapa da primeira fase, com 284 fogos, na maioria T2, resultará num investimento de 28,5 milhões de euros, refere o PHAP. No total, a primeira etapa terá 1.097 habitações — 349 T1, 573 T2, 159 T3 e 16 T5, num investimento de 125 milhões de euros.

Admitindo que é um “processo complexo”, a vereadora da Habitação da Câmara de Almada disse ao jornal estar confiante quanto à aprovação. “Pensamos que será financiado (…) e esperamos um financiamento superior a seis milhões de euros”, declarou Maria Teodolinda Silveira, garantindo que "a nossa metodologia nunca será a de construção de bairros”.

O Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) deverá financiar 80% do projeto o que, segundo as contas do mesmo meio, corresponde a investimento total de cerca de 7,5 milhões de euros neste projeto habitacional. Em julho, foi aprovado em Conselho de Ministros um investimento de 2,8 milhões de euros do IHRU para a construção destas habitações acessíveis.

Além disso, a Câmara de Almada diz que vai construir — também em terrenos cedidos pelo IHRU — uma unidade residencial para idosos com serviços comunitários. “Terá 30 fogos, mas não terá rendas acessíveis”, esclareceu Maria Teodolinda Silveira. Apesar de a modalidade ser diferente da do IHRU, terá uma finalidade comum: “responder ao problema da habitação em Almada”.