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Portugal, o país da OCDE onde mais subiram os encargos com a habitação

Ainda que o bem-estar geral tenha subido na última década, o rendimento disponível das famílias está abaixo do período antes da crise.

Photo by Ricardo Resende on Unsplash
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Autor: Redação

O esforço que as famílias portuguesas têm de fazer para suportar as despesas com a habitação é hoje mais alto do que em 2010. Portugal é, de resto, o país dos 35 membros da OCDE onde os encargos com a casa mais subiram no período de uma década. Ainda assim, a proporção de agregados com rendimentos mais baixos que gastam mais de 40% do orçamento em habitação diminuiu.

Depois de pagarem todos os gastos associados à habitação, os portugueses contam atualmente, em média, com um rendimento disponível na ordem dos 79,4%, enquanto em 2010 lhes sobrava 82,2%, segundo um relatório divulgado esta semana pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e citado pelo Jornal de Negócios.

Estes dados fazem parte de uma análise global da OCDE intitulada “Como é a nossa vida? Medindo o bem-estar” de 2020, que contempla a evolução de 12 áreas compostas por vários indicadores, entre os quais o da acessibilidade à habitação. “Quando uma parte significativa do rendimento disponível é gasto na habitação, há uma redução os encargos que as famílias podem ter com outros elementos do seu bem-estar”, diz a OCDE.

De uma forma global, nos últimos 10 anos a qualidade de vida melhorou para as famílias que vivem nos 35 países da organização. Mas continuam a existir diferenças significativas, tanto entre países, como dentro deles. Um dos aspetos negativos destacados é exatamente o custo com a habitação.

Por outro lado, existe uma dificuldade acrescida para as famílias portuguesas. Em termos médios, recebe-se hoje menos cerca de 750 euros por ano do que em 2010. Ainda assim, são menos as famílias que têm dificuldade em chegar ao final do mês com o rendimento que auferem, seguindo uma tendência da UE, segundo escreve a publicação.