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Riqueza imobiliária da famílias estava em valores recordes antes de rebentar esta crise

Património vinha a crescer desde mínimos em 2013 e disparou 19% nos últimos dois anos, segundo dados do Banco de Portugal.

Photo by Sebastian Herrmann on Unsplash
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Autor: Redação

Antes de chegar a crise da Covid-19, as famílias portuguesas tinham atingido, no final de 2019, um recorde na sua riqueza imobiliária. Entre alojamentos e terrenos, acumulavam um património de 413.321 milhões de euros, o que representava uma subida de 8,7% face aos 380.179 milhões registados no ano anterior e uma valorização de perto de 13% face ao anterior máximo de 2008 e mais de 36% face ao mínimo de 2013 em termos nominais.

Estes dados, apurados pelo Expresso a partir das séries anuais do património dos particulares recentemente atualizadas pelo Banco de Portugal, permitem avaliar, a preços de mercado, a situação patrimonial dos agregados familiares enquanto proprietários imobiliários.

O património das famílias em habitação, fica assim a saber-se - antes da atual crise gerada pela pandemia da Covid-19 - que não parava de aumentar desde a crise de 2011/2013, tendo sido notória a aceleração em 2018 e 2019, com uma subida de quase 19% nestes dois últimos anos.

Imobiliário representa metada do património das famílias

Escreve o jornal, que mesmo descontando a inflação acumulada ao longo dos anos, segundo os seus cálculos, seria preciso recuar ao início da década de 90 para ver um crescimento real mais acelerado neste tipo de ativo imobiliário em apenas dois anos.

Fonte oficial do Banco de Portugal esclareceu o semanário que “nos anos de 2018 e 2019, o aumento observado resultará essencialmente da valorização das habitações, ou seja, do elevado crescimento dos preços da habitação nesses anos. As novas aquisições de habitações, líquidas do património depreciado, acabam por ter um peso diminuto no património (stock) de habitação”.

Desde os anos 80, com base nos mesmos dados do banco central, a habitação mantém-se como a componente mais importante da riqueza dos portugueses, mas perdeu bastante relevância na sua carteira de investimentos ao longo das últimas décadas. De facto, indica o Expresso, a habitação já não representa mais de 50% do património total dos particulares desde 2009. Mas chegou a valer mais de 60% antes de 1995 e mais de 70% até 1986. Hoje representa cerca de 49% da riqueza total dos portugueses.