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“Casas por 1 euro”: depois do sucesso desta iniciativa, a vila italiana Sambuca tem novo projeto

Giuseppe Cacioppo, vice-presidente do município da vila na ilha da Sicilia, em entrevista ao idealista/news revela os detalhes.

Sambuca di Sicilia / Imagem do vice-presidente da câmara Sambuca di Sicilia, Giuseppe Cacioppo
Sambuca di Sicilia / Imagem do vice-presidente da câmara Sambuca di Sicilia, Giuseppe Cacioppo
Autor: Stefania Giudice

Depois da iniciativa “casas por 1 euro” lançada na pequena vila de Sambuca di Sicilia, em Itália, ter sido um sucesso, o município decidiu lançar uma nova campanha. A povoação da ilha italiana, localizada na província de Agrigento - e eleita “Borgo dei Borghi" (a vila das vilas) em 2016 - apresentou agora um novo projeto para atrair pessoas para a região. O idealista/news falou com o vice-presidente da câmara, Giuseppe Cacioppo.

Depois do sucesso da iniciativa "casas por 1 euro", fala-se de um novo projeto de "casas por 2 euros". Confirma?

Temos a iniciativa preparada e estávamos prontos para lançá-la com a chegada da primavera, mas depois com o bloqueio da Covid-19 e as restrições de movimentos, adiámos. Estamos a aguardar pelo momento em que será possível viajar, livremente, pela Europa e também dos Estados Unidos para torná-la pública. O novo anúncio afetará outras 15 propriedades da região.

Para nós é importante dar a conhecer a Sambuca. É uma zona com belas paisagens, a 18 km do mar, perto dos aeroportos de Trapani e Palermo (capital da Sicilia) e numa posição estratégica para quem deseja chegar a Agrigento, Selinunte, Segesta e à própria Palermo, sem falar dos vinhos e da excelente comida que oferece.

Em que é que consistirá exatamente esta nova iniciativa? E porquê “casas por 2 euros” desta vez?

Queríamos lançar este novo projeto de “casas por 2 euros” para destacar que esta é uma fase B. A fase A, com as propriedades de 1 euro, foi uma fase fascinante, e agora a fase B quer ser uma espécie de salto em frente.

Vamos repetir o que fizemos com o primeiro anúncio. Portanto, as condições são as mesmas, isto é, os compradores terão três anos para concluir a reabilitação do imóvel que adquiriram.

Queríamos lançar este novo projeto de “casas por 2 euros” para destacar que esta é uma fase B

À semelhança do anterior, também é exigida uma caução de 5.000 euros, no momento do pedido de participação no projeto. Isso foi feito com um objetivo preciso: selecionar as pessoas que estão realmente interessadas. Este valor será devolvido depois da reabilitação.

Qual é, até à data, o resultado da anterior iniciativa de "casas por 1 euro"?

A experiência tem sido muito positiva para Sambuca. Tínhamos 15 propriedades e recebemos 110 mil pedidos. E o que é que aconteceu? Quem não conseguiu “pôr as mãos” num dos imóveis de 1 euro, orientou a sua procura para o mercado privado. Houve muito interesse, com o consequente aumento da atividade.

As pessoas que compraram os imóveis são todas profissionais, pessoas que podem dar um contributo em termos de desenvolvimento cultural e estímulo à comunidade local. São jornalistas, escritores, duas atrizes e uma cantora, entre outros. Quer isto dizer que a vila é um local fascinante.

Considera estas iniciativas importantes para os pequenos municípios italianos?

Sim, claro, mas não só do ponto de vista da reabilitação de edifícios, porque essas renovações têm um tempo limitado, têm um começo e um fim. O importante é que venha uma família para Sambuca, que esta faça a comunidade crescer e talvez incentivar outras pessoas a renovarem também as suas casas e, consequentemente, o aspeto da regeneração urbana, que é fundamental, também é valorizado.

A vida das pequenas aldeias e vilas é também uma vida de proximidade

Não devemos esquecer as trocas iguais que aconteceram entre a comunidade e aqueles que chegaram. A vida das pequenas aldeias e vilas é também uma vida de proximidade. Os que chegaram entraram com cautela e os moradores de Sambuca receberam-nos de braços abertos. Essa é a força do projeto, que vai além da compra de imóveis baratos. Convidamos todos a visitar Sambuca, não só pelo projeto “casas por 1 ou 2 euros”.