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Vizinhos que geram incómodos? Como atuar para evitar chatices

Muitas vezes os atos da vizinhança afetam a qualidade de vida e provocam estragos. Antes de pensar-se em processos judiciais, há outras táticas que se podem usar. Explicamos.

Photo by Florencia Viadana on Unsplash
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Autor: Redação

A convivência com os vizinhos nem sempre é fácil de manter, sem problemas ou situações incómodas. Há quem seja menos cauteloso com o respeito das regras, vida e espaços dos demais e isso pode gerar conflitos que podem mesmo acabar em processos judiciais. Mas há formas de proceder para tentar resolver tudo sem chegar a esse ponto. Hoje, no artigo da Deco Alerta damos dicas que podem valer ouro e evitar dores de cabeça maiores com a vizinhança.

A Deco Alerta é uma rubrica semanal destinada a todos os consumidores em Portugal que é assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor* para o idealista/news.

Os vizinhos do andar de cima têm como hábitos fumar à janela e deitar a cinza para a rua. Com frequência, sobretudo se há vento, a cinza cai na minha varanda, sujando muito o chão e até a roupa estendida. Aconteceu até já ficar com peças de roupa danificadas. Tentei desvalorizar esta situação, mas como é um facto recorrente tem impacto na nossa vida quotidiana. O que me aconselham a fazer?

Começa por tentar uma abordagem cordial, sensibilizadora e explicativa dos incómodos que esse “hábito” tem provocado na tua vida. Nada como manter a paciência e a calma em situações de conflito, portanto poderás argumentar que para fumar à janela ou varanda há que ter bom senso e algum cuidado, para que esse ato não incomode a vizinhança. Explica inclusivamente que o arremesso de beatas e cinza, se houver roupa estendida por baixo, pode causar danos e até provocar um incêndio.

Depois é uma boa estratégia calcular o valor dos danos que a infração do vizinho te está a causar. É mais fácil levares o vizinho a identificar-te com o teu problema se o conseguires quantificar. Não é necessário ser um valor monetário exato, podes referir o transtorno e o trabalho extra que a sua atitude te causa.

É importante que reúnas provas ou evidências. Um dos passos fundamentais antes de advertir o seu vizinho é reunir provas do que está a alegar. Estas são essenciais para uma negociação direta, mostrando o incómodo que estão a causar, e até para num eventual futuro processo judicial. As provas podem ser fotos, vídeos e as peças de roupa danificadas e/ou sujas.

Podes sempre avançar com possíveis soluções, deixando também em aberto espaço para negociar e sugestões do vizinho. Deixa a boa vontade e o bom senso prevalecer, ficam todos a ganhar e evitam-se os contratempos que sempre resultam de uma intervenção judicial ou administrativa. Contudo, esgotadas todas as hipóteses, é recomendável recorrer a um julgado de paz (onde existam e desde que o valor da causa o permita) ou a um processo de arbitragem.

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