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Millennials andam a comprar casas multimilionárias e estão a mudar o mercado

As preferências desta geração estão posicionadas para moldar o negócio residencial nos EUA. Consciência ambiental e tecnologia serão as grandes tendências.

Photo by Austin Distel on Unsplash
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Autor: Redação

Os millennials estão a mudar “drasticamente” o mercado imobiliário de luxo nos EUA. Em nítido contraste com o estereótipo "preguiçoso" que definiu a sua geração, diz a Bloomberg, os jovens mais ricos não estão a viver no “sotão” dos pais, mas a comprar casas multimilionárias. Já são uma “força dominante” neste segmento e ditam preferências: tecnologia e consciência ambiental serão fatores determinantes.

Com 38%, os chamados millennials - adultos nascidos de 1981 a 1996 - representam já a maior percentagem de compradores de casas nos EUA, de acordo com uma pesquisa da National Association of Realtors divulgada no ano passado. "Eles estão muito interessados em ter uma casa. Simplesmente esperaram mais tempo para comprar a primeira", analisa Bradley Nelson, diretor de marketing da Sotheby’s International Realty. Rompendo com a noção da "primeira casa" que as gerações mais velhas abraçaram, a geração de jovens ricos, aponta o responsável, está a apostar em grande.

“No passado, as pessoas compravam uma propriedade modesta, viviam nela até formarem uma família e depois trocavam por uma propriedade maior”, explica. Já para a geração de millennials, “não é incomum que a primeira compra seja uma casa de luxo multimilionária nos EUA ou internacionalmente.”

"Os baby boomers estão a reformar-se em locais mais ensolarados, enquanto o teletrabalho permitiu que a geração mais jovem subisse um degrau na escala da habitação em cidades menores e mais acessíveis", diz um novo relatório da Sotheby’s sobre o luxo global em 2021. "A ênfase em questões como a sustentabilidade aumentará certamente com o envelhecimento dos millennials que, com 72,1 milhões, é a maior geração adulta, com preferências de consumo únicas que influenciarão profundamente a direção do mercado de habitação de luxo”, acrescenta ainda o responsável.

Caracterizada pelos seus valores tecnológicos e ambientalmente conscientes, as preferências desta geração estão posicionadas para moldar "drasticamente o mercado", uma tendência que se começou a evidenciar com a pandemia, com a procura de zonas que tivessem mais espaços para caminhar, natureza e qualidade de vida, mas que também seja dotadas de tecnologia de ponta.

No futuro, segundo Bradley Nelson, os promotores provavelmente integrarão recursos de alta tecnologia em mais casas e deverão reforçar as credenciais de sustentabilidade em novos edifícios. Sistemas geotérmicos de economia de energia, painéis solares e telhados verdes, "são as características mais atrativas", acrescenta.