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Build to Rent: "Este é o momento ideal para revitalizar o arrendamento em Portugal"

Relatório apresentado, esta semana, pela MVGM reúne 'insights' sobre os principais efeitos da pandemia nos vários setores do imobiliário na Europa.

Photo by Augusto Lopes on Unsplash
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Autor: Redação

O mercado residencial português conseguiu resistir à Covid-19 e o arrendamento ganhou terreno, segundo um relatório apresentado esta semana pela MVGM, que reúne 'insights' sobre os principais efeitos da pandemia nos vários setores do imobiliário na Europa. Nas duas grandes cidades metropolitanas (Lisboa e Porto), conclui a gestora imobiliária internacional, cerca de 15% das casas migraram para o mercado de arrendamento tradicional e, a nível nacional, registou-se um aumento de 67% no mercado residencial, o que representa aproximadamente 43.000 novas casas disponíveis para arrendar.

“Os resultados deste relatório reforçam a nossa crença de que este é o momento ideal para revitalizar o mercado de arrendamento em Portugal na perspetiva 'Build to Rent', ou seja, de construir para arrendar. Um mercado de arrendamento mais dinâmico poderá, a longo prazo, fazer com que as cidades se tornem mais habitadas e se expandam. Com mais projetos nesta lógica de arrendamento, a MVGM está apostada em garantir uma gestão rigorosa e profissional nesta nova dinâmica que começa a surgir no mercado residencial português”, salienta Miguel Kreiseler, managing director da MVGM Portugal, citado em comunicado.

No que diz respeito aos escritórios, de acordo com o relatório, 2020 foi um ano difícil para investidores e para empresas que ocupavam estes espaços. O teletrabalho acelerou a desocupação dos edifícios e levou os proprietários a aceitar ajustes de preços para apoiar os arrendatários. Neste segmento é expectável que à medida que vão expirando os períodos de arrendamento, os inquilinos procurem reduzir as áreas ocupadas nestes edifícios ou que as transformem em espaços mais adequados às necessidades atuais das suas empresas.

Já o setor logístico contraria tendências e, de acordo com a MVGM, foi o que melhor conseguiu contornar a crise, pelo facto de constituir um negócio fundamental para a adaptação das empresas durante o confinamento, graças à importância crescente do comércio online.

Centros comerciais com mais desafios em 2021

A MVGM revela que, em média, a circulação nos centros comerciais caiu cerca de 30% e as vendas 25% em 2020, o que reforça a necessidade de aumentar a resiliência destes espaços que, desde o início da pandemia, tiveram de encontrar soluções para manter as vendas e preservar empregos.

Para Miguel Kreiseler, “a pandemia veio trazer desafios sem precedentes para os centros comerciais e para as empresas responsáveis pela sua gestão”. “Repensar a natureza da sua função e o propósito destes espaços será fundamental para mantê-los atrativos para os visitantes e rentáveis para os proprietários, através de novos modelos de ocupação. E se os centros comerciais ganhassem um novo propósito? É necessário aumentar a resiliência para que estes espaços sejam capazes de reagir e acompanhar a mudança em situações impostas, tal como aconteceu com a Covid-19”, rematou o managing director da MVGM em Portugal.