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Imobiliárias rejeitam “moratórias seletivas”: não há setores “imunes” à pandemia

O presidente da APEMIP, Luís Lima, apela à extensão global das moratórias de crédito, um mecanismo que é "garantia da sobrevivência de muitas das empresas".

Photo by Micheile Henderson on Unsplash
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Autor: Redação

O Presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP), Luís Lima, defende que a extensão das moratórias de crédito será fundamental para garantir a sobrevivência de muitas empresas, recusando que “a dilatação deste mecanismo seja direcionada para setores específicos da economia”.

“Não há praticamente nenhum setor que seja imune ao impacto da pandemia. Haverá uns mais expostos que outros, mas considerando que o tecido económico português é maioritariamente composto por micro e pequenas empresas, é impensável que o prolongamento da moratória de crédito não contemple a globalidade dos setores. Este mecanismo é a garantia da sobrevivência de muitas das empresas”, frisa o responsável.

O representante das imobiliárias apela à extensão global das moratórias de crédito por, pelo menos, mais um ano, até que as empresas consigam retomar alguma normalidade e reerguer-se, e pede que este anúncio seja feito o quanto antes, para que quem pondera sucumbir às dificuldades possa encontrar nesta solução um “balão de oxigénio”.

No que diz respeito ao setor imobiliário, o Presidente da APEMIP revela preocupação com a exposição da fileira, sobretudo dos “construtores/promotores e mesmo com os particulares, que precisam de proteção para que não se entre numa situação de incumprimento e de desistência, que leve a uma espiral de descrédito e que conduza a uma desvalorização forçada dos ativos, que seria nefasta para todo o setor e para a economia nacional”, afirma ainda, recordando o cenário vivido na crise do subprime e a necessidade de evitar a todo o custo a sua repetição.

“Se conseguimos atravessar a última crise sem uma bolha, centralizando o imobiliário como um dos principais motores de recuperação económica que aconteceu mais rapidamente do que se esperaria, desta vez, se deixarem as empresas e pessoas (no que diz respeito ao crédito à habitação) sobreviver, fá-lo-emos a velocidade relâmpago”, conclui Luís Lima.