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Major aposta forte em Portugal: lançou novos projetos imobiliários e tem mais negócios à vista

Até agora a promotora luso-brasileira já investiu cerca de 130 milhões euros, segundo conta Gabriel Costa, CEO da Major em entrevista ao idealista/news.

Gabriel Costa, CEO da Major Development
Gabriel Costa, CEO da Major Development
Autor: Leonor Santos

A promotora imobilária Major Development, com um núcleo de investidores portugueses e brasileiros, está a apostar forte em Portugal. Acaba de anunciar o lançamento de quatro novos projetos residenciais na Grande Lisboa: o Garden Cascais, o Solo Oeiras, o Vistabella Oeiras e um empreendimento que deverá nascer num terreno adquirido em Santa Apolónia. Até agora, entre projetos finalizados e já lançados, o volume de investimento ronda os 130 milhões de euros, tal como explica Gabriel Costa, CEO da Major, em entrevista ao idealista/news. Mas o investimento não fica por aqui: a promotora tem mais negócios à vista.

Apesar das obras do Garden Cascais e do Solo Oeiras só arrancarem este ano, as vendas seguem a bom ritmo. De acordo com o responsável, 60% das unidades do Garden já estão vendidas, assim como 40% dos apartamentos do Solo Oeiras. Os clientes destes condomínios privados são, sobretudo, famílias com filhos, que poderão usufruir de várias comodidades premium, tais como piscinas exclusivas, ginásios ou segurança 24 horas. Uma moradia no Garden Cascais ronda os 1,4 milhões de euros, e um apartamento no Solo Oeiras tem um preço médio ligeiramente acima de 600 mil euros.

O Vistabella Oeiras deverá chegar ao mercado, para venda, em 2022, mas já são conhecidos alguns detalhes do projeto. Será “um novo conceito de bairro”, segundo as palavras de Gabriel Costa, com cerca de 90 unidades, entre moradias e apartamentos. O terreno em Santa Apolónia também será destinado à habitação, embora a promotora ainda esteja a “estudar” o perfil mais adequado para aquela zona.

Gabriel Costa revela que a promotora está continuamente à procura de novos negócios, estando “neste momento a decorrer negociações para a compra de dois novos terrenos”. E apesar do seu raio de ação estar centrado na área da Grande Lisboa, a Major não descarta a expansão da atividade para outras zonas do país, sempre com a “mira” apontada à construção nova.

O sucesso dos últimos projetos também dá impulso aos novos investimentos. A promotora imobiliária foi responsável, por exemplo, pelo projeto Nouveau Lisboa e o Vivere Jamor, que bateram recordes de vendas. As 22 unidades do empreendimento Nouveau foram comercializadas em quatro meses, e os 44 apartamentos do Vivere no Vale do Jamor vendidos em apenas cinco dias após o lançamento.

Nesta entrevista escrita que agora reproduzimos na íntegra, Gabriel Costa faz ainda um balanço da atividade da promotora imobiliária desde que chegou a Portugal, analisando os efeitos da pandemia no negócio e as perspetivas de futuro.

Garden Cascais - em fase de lançamento / Major Development
Garden Cascais - em fase de lançamento / Major Development

Quem é a Major? Há quanto tempo estão em Portugal? E por que é que decidiram investir no país?

A Major é uma promotora imobiliária que nasceu no Brasil, em 2009, e tem sede em Lisboa, onde está desde 2012. O modelo de negócio da empresa é transformar oportunidades em ótimos negócios imobiliários. Esses negócios, que englobam desde a escolha do terreno à entrega das chaves do imóvel, são criteriosamente planeados e executados por uma equipa multidisciplinar, altamente capacitada e orientada por um modelo integrado de gestão.

A Major tem um núcleo de investidores brasileiros e portugueses que investem no total da operaçã

A Major tem um núcleo de investidores brasileiros e portugueses que investem no total da operação, já estão com a empresa há vários anos, e depois conta com alguns investidores projeto a projeto, que se somam a esse núcleo. Todos os projetos da Major são assinados pelo arquiteto brasileiro Sidney Quintela.

Solo Oeiras - em fase de lançamento / Major Development
Solo Oeiras - em fase de lançamento / Major Development

Que balanço fazem da atividade até agora?

Tem sido uma experiência de crescimento constante, a todos os níveis. Ao longo desta quase década, a cada projeto, temos conseguido conquistar a confiança de fornecedores, prestadores e investidores e ao mesmo tempo sentimos que um dos grandes desígnios dos nossos projetos tem sido atingido: melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem nos nossos empreendimentos.

A pandemia veio afetar o negócio? Se sim, a que nível?

Na verdade, a pandemia acabou por nos ajudar a consolidar uma posição no mercado, uma vez que os conceitos que sempre procuramos implementar acabaram por sair muito reforçados. As pessoas passaram muito mais tempo em casa, ora, se os nossos empreendimentos valorizam muito os espaços de lazer, como as varandas, de convívio ao ar livre e de contato com a natureza, com um cuidado muito grande com o paisagismo, isso acabou por nos deixar numa posição muito boa. Nós já realizávamos projetos voltados para dar resposta a uma relação diferente das pessoas com a casa onde vivem.

A pandemia acabou por nos ajudar a consolidar uma posição no mercado, uma vez que os conceitos que sempre procuramos implementar acabaram por sair muito reforçados

Naturalmente que também tivemos, e temos, de lidar com vários constrangimentos e tivemos de nos adaptar a vários níveis. Implementamos medidas para que as nossas equipas pudessem continuar a trabalhar minimizando ao máximo os riscos, tivemos também de lidar com o aumento de custos, diretos e indiretos, e o aumento dos prazos, um pouco à semelhança do que aconteceu por todo o mundo.       

A Major deverá entregar o projeto Vivere Jamor muito em breve. Os apartamentos já foram todos vendidos ou ainda há unidades disponíveis?

Todos os apartamentos do Vivere Jamor já foram vendidos, aliás, isso aconteceu em apenas cinco dias após o lançamento.

Vivere Jamor - entregue em breve / Major Development
Vivere Jamor - entregue em breve / Major Development

Qual é o intervalo de preços? E o perfil de compradores? Mais portugueses ou estrangeiros?

Os clientes são sobretudo portugueses, mas também temos alguns estrangeiros, e todos são famílias, quase sempre com filhos. O preço médio das unidades é de 500 mil euros.

Qual o montante investido neste empreendimento?

Preferimos falar do Valor Geral de Venda, que neste caso será de cerca de 19 milhões de euros.

Anunciaram recentemente dois novos projetos premium – o Garden Cascais e o Solo Oeiras. Qual o investimento envolvido?

Vamos atingir um Valor Geral de venda de cerca de 30 milhões de euros.

Qual o intervalo de preços de cada um dos projetos? Que % já foi comercializada? E o perfil de investidores?

O Garden Cascais tem vivendas com preço médio de 1,4 milhões de euros e o Solo Oeiras apartamentos com preço médio ligeiramente acima de 600 mil euros. Neste momento 60% das unidades do Garden estão já vendidas e, no caso do Solo, 40% dos apartamentos já foram vendidos. Os nossos clientes são famílias, quase sempre com filhos.

Além destes, têm mais dois novos projetos na calha previstos para Oeiras (Vistabella) e Santa Apolónia. O Vistabella Oeiras também será direcionado para o segmento de luxo? De que tipo de projeto estamos a falar?

Sinceramente, nós não consideramos que os projetos que lançámos até hoje são de luxo, eles poderão ser considerados de um segmento premium, sim, mas a nossa busca nunca é pelo luxo, antes pelo conforto e qualidade.

O Vistabella Oeiras vai levar ao nascimento de um novo conceito de bairro em Oeiras, de moradias e apartamentos, com cerca de 90 unidades. Assenta na valorização dos espaços comuns e do paisagismo, terá piscinas e parque infantil. O lançamento no mercado, para venda, está previsto para 2022.

O Vistabella Oeiras vai levar ao nascimento de um novo conceito de bairro em Oeiras, de moradias e apartamentos, com cerca de 90 unidades

E o terreno em Santa Apolónia? Também será destinado à habitação?

Será destinado à habitação, isso temos como certo, mas neste momento ainda estamos a estudar qual o perfil mais adequado para aquela localização.

Até ao momento, entre projetos finalizados e já lançados, qual foi o volume de investimento envolvido?

Até ao momento estamos a falar de um investimento na ordem dos 130 milhões de euros.

Que objetivos têm para 2021? E para o médio prazo?

Este ano lançámos dois empreendimentos no mercado, o Garden Cascais e o Solo Oeiras, e as obras de ambos terão início ainda em 2021. Simultaneamente, anunciámos também os lançamentos de outros dois, o Vistabella e o de Sta. Apolónia, para 2022 e 2023. Estamos continuamente à procura de novos negócios, estando neste momento a decorrer negociações para a compra de dois novos terrenos.

Nouveau Lisboa - já concluído / Major Development
Nouveau Lisboa - já concluído / Major Development

Pensam expandir a atividade para fora da Grande Lisboa?

Neste momento a ação está centrada na área da Grande Lisboa, mas a empresa tem a intenção de analisar outras zonas do país.

Investir em 'build to rent' está nos planos?

Procuramos sempre construção nova e, pelo menos no momento, não trabalhamos com esse modelo de negócio, 'build to rent'.