Alojamento estudantil: 60% das camas previstas no PRR estão por concluir

A dois meses do fim do prazo do PNAES, apenas 5.014 das 18.758 camas financiadas pelo PRR estão prontas, o que equivale a cerca de 27%.
Residências para estudantes
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A pouco mais de dois meses do fim do prazo do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), a execução continua aquém do prometido. Cerca de 60% dos projetos ainda estão por concluir e apenas 5.014 das 18.758 camas previstas estão prontas, o que corresponde a 27% do total, apesar de já terem sido investidos cerca de 129 milhões de euros num envelope global próximo dos 467 milhões.

A fraca resposta pública mantém os estudantes dependentes do mercado de arrendamento, onde os preços não param de subir. Os dados do Observatório do Alojamento Estudantil, citados pelo Público, indicam que arrendar um quarto custa em média 423 euros por mês, valor que sobe para 500 euros em Lisboa e 450 euros no Porto, com subidas também em cidades como Faro, Setúbal, Aveiro, Braga, Ponta Delgada ou Funchal.

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Mesmo admitindo que muitas obras ficarão prontas até setembro, as associações de estudantes avisam que o PNAES, tal como está, não chega para responder às necessidades de mais de 100 mil deslocados no ensino superior. Por isso, defendem que o Governo comece já a preparar um “PNAES 2.0”, que aumente a oferta de camas e aproveite edifícios devolutos, incluindo património do Estado, para criar novas residências.

Em paralelo, o novo modelo de ação social levanta dúvidas adicionais, desde logo porque prevê um aumento do valor máximo cobrado a bolseiros nas residências e a criação de um apoio ligado ao custo do alojamento privado. Os estudantes temem que esta ligação direta entre subsídio e rendas de mercado acabe por incentivar novos aumentos de preços, num contexto em que a oferta continua muito aquém da procura.

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