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Hong Kong: onde viver em "cápsulas" de 7m2 a 900 euros por mês é normal
Bloomberg

No mercado imobiliário mais caro e exorbitante do planeta, até os banqueiros e trabalhadores do setor das finanças estão dispostos a optar por quartos-cápsula, em espaços partilhados com outros inquilinos. Falamos de 7 metros quadrados (m2), a 900 euros por mês, para conseguir viver no centro das cidades. 

Uma empresa de desenvolvimento de espaços partilhados, Synergy, criou um projeto que pretende transformar vários apartamentos de luxo no distrito central de Yau Ma Tei, em Hong Kong, em espaços residenciais onde poderão viver até dez pessoas, num espaço partilhado de 37 metros quadrados. 

Cada inquilino terá um espaço privado para dormir, entre 7 a 10 metros quadrados, por 900 euros mensais, sendo que compartilhará os restantes espaços comuns. Este tipo de casas, que antes só eram habitadas pelos residentes mais pobres de Hong Kong, estão agora a tornar-se bastante requisitadas por parte dos profissionais da classe média-alta que querem viver no centro da cidade. 

Hong Kong: onde viver em "cápsulas" de 7m2 a 900 euros por mês é normal
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Este tipo de espaços está a tornar-se popular em Hong Kong, devido à escassez de casas e à pressão demográfica de que a cidade é alvo. A Synergy recebeu cerca de 400 pedidos para para ocupar estes novos apartamentos, que por agora só poderão receber 120 inquilinos.

O mercado de Hong Kong é o menos acessível do mundo e o preço médio de uma casa é cerca de 18 vezes maior do que o salário médio anual de um residente. Hong Kong consegue superar outros mercados imobiliários também eles caros e em ascensão, como Sidney (Austrália), Vancouver (Canadá) ou São Francisco  (EUA).

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