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Nova-iorquinos deixam Manhattan para enfrentar a pandemia: vendas de casas caem 60% em julho

Os residentes preferem mudar-se para áreas residenciais suburbanas.

Gtres
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Autor: Redação

O mercado de compra e venda de casas recuperou em todas as zonas de Nova Iorque (EUA) em julho, exceto em Manhattan. Desde há um mês que foram levantadas as restrições às visitas para comprar casa em todo o estado, mas à medida que as operações foram crescendo em toda a periferia, inclusive em Brooklyn, que os compradores exigem descontos até 20% para adquirir um apartamento na ilha.

A pandemia do coronavírus está a mudar o interesse dos nova-iorquinos na compra de casa. No último mês, as preferências recaíram sobre as áreas da periferia da cidade.

Os contratos de venda de casas recuperaram pela primeira vez em meses, depois do estado de Nova Iorque ter levantado as proibições impostas durante o confinamento – entre elas a de realizar visitas aos imóvies. Na generalidade, as áreas periféricas da cidade recuperaram, exceto em Manhattan. Até a sua vizinha, Brooklyn, viu crescer o número de operações, depois de se ter convertido na principal alternativa para muitos compradores.

As vendas pendentes de casas em cooperativas e apartamentos em condomínios em Manhattan caíram quase 60% em comparação com o ano anterior, de acordo com um relatório do avaliador Miller Samuel e da imobiliária Douglas Elliman Real Estate.

Milhares de residentes e potenciais compradores em Manhattan preferem mudar-se para áreas residenciais suburbanas para lidar melhor com a pandemia, mesmo que o imóvel tenha apenas um pequeno pátio nas traseiras. “Os potenciais compradores estão a exigir descontos maiores”, de acordo com Steven James, CEO da Douglas Elliman em Nova Iorque. "Estão a pedir um desconto de 10% a 20%. Não estão a conseguir, mas é isso que estão a pedir."

O preço médio das casas na ilha da 'Big Apple' gira em torno de um milhão de dólares. As vendas nesta faixa de preço caíram 64%. Mas mesmo as propriedades mais baratas em Manhattan, entre 500.000 e 999.000 dólares, caíram 47%. E os grandes negócios, no valor de mais de 20 milhões de dólares, desapareceram do mercado em julho.

Ainda assim, as vendas na periferia estão a crescer. Os pré-contratos para residências unifamiliares mais que duplicaram em Westchester. Em Long Island, excluindo Hamptons e North Fork, os contratos aumentaram 41% com mais de 3.500 assinaturas.

Os especialistas acreditam que os vendedores de Manhattan estão à espera de um melhor momento. Em julho, mais de 880 propriedades à venda foram retiradas das listas, de acordo com um relatório da UrbanDigs.