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Venda de casas usadas nos EUA atinge máximo de 14 anos com preços recordes

As operações crescem ao ritmo mais rápido desde 1968 e o preço médio ultrapassa os 300.000 dólares pela primeira vez.

Photo by Gustavo Zambelli on Unsplash
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Autor: Redação

O mercado imobiliário norte-americano de segunda mão está a recuperar da pandemia do novo coronavírus, atingindo dados recordes em julho. De acordo com a NAR - Associação Profissional dos Agentes Imobiliários dos EUA, no sétimo mês do ano, a venda de casas disparou 24,7% em termos mensais, o segundo recorde consecutivo. Seria necessário voltar a 1968 para ver um valor semelhante na série histórica.

Em comparação com julho do ano passado, a subida foi de 8,7%. Além disso, o volume de transações atingiu níveis máximos desde dezembro de 2006, após se situar em 5,86 milhões de unidades em termos anualizados, enquanto o preço médio de venda de casas ultrapassou a barreira dos 300.000 dólares pela primeira vez. Em concreto, em julho cifrou-se em 304.100 (cerca de 257.911 à data de 31 de julho de 2020), após um aumento ano-a-ano de 8,5%. O preço também bate recorde ajustado pela inflação e já está 3,4% acima do nível de 2006, em plena bolha.

Como Lawrence Yun, economista-chefe da NAR, explica: "O mercado imobiliário está fora da fase de recuperação e está a crescer com vendas de casas mais altas em comparação com os dias anteriores à pandemia." Além disso, o responsável destaca que “com o 'boom' do teletrabalho, os atuais proprietários estão querem moradias maiores” e procura pode continuar alta em 2021, ao mesmo tempo que se detecta uma grande escassez de oferta.

A quantidade de habitações disponíveis superava as 1,5 milhões unidades no final do sétimo mês do ano, menos 21% em termos homólogos e o menor volume registado num mês de julho, o que explica a forte subida do preço médio.

A associação de profissionais garante que as casas duram apenas 22 dias no mercado até encontrarem um novo comprador, face aos 29 dias registados em média no verão passado. Yun também acredita que as baixas taxas de juros estão a incentivar muitos cidadãos a comprar uma casa, seja a primeira, uma casa substituta, uma segunda casa ou como investimento.