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A vida de luxo de um jovem que burlou mais de 100 investidores com esquema Ponzi em criptomoedas

Stefan Qin lançou um hedge fund em Nova Iorque e desviou o capital para outros fins, nomeadamente para pagar despesas pessoais.

Photo by Jason Krieger on Unsplash
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Autor: Redação

Stefan Qin tinha apenas 19 anos quando disse ter descoberto o segredo da negociação de criptomoedas. O autoproclamado “prodígio” da matemática australiano, que deixou a faculdade em 2016 para lançar um hedge fund em Nova Iorque que apelidou de Virgil Sigma, conta a Bloomberg, conseguiu enganar mais de 100 investidores através de um esquema Ponzi, que o ajudou a pagar vários luxos, nomeadamente arrendar casa num condomínio em Manhattan por 23.000 dólares por mês. Entretanto, o jovem foi acusado de fraude e arrisca uma pena de mais de 15 anos de prisão.

Segundo relata a Bloomberg, Stefan Qin disse a potenciais clientes que tinha desenvolvido um algoritmo chamado Tenjin para monitorizar as trocas de criptomoedas em todo o mundo e obter lucro com as oscilações de preços. Pouco mais de um ano depois do lançamento, “gabava-se” que o fundo tinha tido um retorno de 500%, gerando um grande fluxo de capital novo de investidores.

Mas em vez de investir os ativos do fundo, o jovem desviou o capital para outros fins, nomeadamente para pagar despesas pessoais e viver uma verdadeira vida de luxo. Assinou, por exemplo, um contrato de arrendamento de 23 mil dólares por mês em setembro de 2019 por um apartamento no 50 West, um condomínio de 64 andares no distrito financeiro de Manhattan, com piscina, sauna, banheira de hidromassagem e simulador de golfe.

O esquema acabou por falhar. De acordo com os procuradores federais, a operação era uma mentira: tratava-se essencialmente de um esquema Ponzi que levou cerca de 90 milhões de dólares a mais de 100 investidores.

Entretanto, Stefan Qin declarou-se culpado num tribunal federal de Manhattan. Disse que “sabia que o que estava a fazer era errado e ilegal" à juíza distrital dos Estados Unidos, Valerie E. Caproni, que pode condená-lo a mais de 15 anos de prisão.