O Banco Popular da China (banco central) anunciou esta terça-feira, dia 20 de janeiro de 2026, que vai manter a sua taxa de juro de referência nos 3%, pelo nono mês consecutivo, em linha com as previsões dos analistas, que não antecipavam alterações.
Na atualização mensal divulgada no seu portal oficial, o banco central indicou que a taxa de juro de referência para créditos a um ano (Loan Prime Rate, ou LPR) permanecerá nesse valor, pelo menos, durante mais um mês.
A LPR, criada em 2019 como principal referência para os juros praticados no mercado, influencia diretamente o custo dos novos créditos – em especial para empresas – e dos empréstimos com taxa variável ainda por amortizar. O seu cálculo baseia-se nas contribuições de vários bancos comerciais, incluindo instituições de menor dimensão, que enfrentam custos de financiamento mais elevados e maior exposição a crédito malparado. O objetivo é reduzir o custo do endividamento e apoiar a chamada “economia real”.
O banco central anunciou também que manterá a LPR a cinco anos ou mais – usada como referência para empréstimos hipotecários – nos 3,5%, igualmente em conformidade com as expectativas do mercado.
A última redução das taxas de juro na China ocorreu em maio de 2025, quando o banco central cortou ambas as taxas em dez pontos base: a de um ano passou de 3,1% para 3%, e a de cinco anos ou mais de 3,6% para 3,5%.
Na altura, num contexto de desaceleração económica da segunda maior economia do mundo, os analistas consideraram a decisão “óbvia” e previam novos cortes ao longo do ano, o que acabou por não se concretizar.
Nos últimos dias, alguns especialistas anteciparam a possibilidade de nova redução das LPR após o banco central afirmar que dispõe de margem para cortes adicionais em 2026, embora as primeiras medidas de flexibilização anunciadas este ano tenham sido consideradas “limitadas” e de “baixo perfil”.
Segundo os analistas, o banco central beneficiou, nos últimos meses, de espaço para cortar as taxas sem receio de uma desvalorização do yuan, em parte graças aos cortes efetuados pela Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed). No entanto, prevaleceu o receio de uma bolha nos mercados financeiros ou de um agravamento do excesso de capacidade industrial.
Entre os principais fatores que explicam a recuperação económica mais fraca do que o esperado na China, os economistas apontam a incerteza das tensões comerciais com os EUA, a fraca procura interna e externa, os riscos de deflação, estímulos considerados insuficientes, a prolongada crise no setor imobiliário e a falta de confiança dos consumidores e do setor privado.
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