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No setor privado, e ao longo de 30 anos, o setor aéreo continua a dominar a lista das profissões com salários mais altos em PortugalOs economistas, que eram das funções mais bem remuneradas nos anos 80, são mesmo das profissões mais atingidas pelas quedas salariais, juntamente com os jornalistas e os maquinistas de locomotivas.

Um estudo do Diário Económico, com base nos Quadros de Pessoal da Segurança Social analisados pelos economistas Pedro Portugal e Pedro Raposo, mostra mudanças no panorama laboral ao longo dos últimos 30 anos.

Os dois especialistas juntaram os dados laborais portugueses desde 1986, comparando a evolução de cada setor profissional para tirar uma ‘fotografia’ ao país. Olhando para os números, há muitas conclusões a tirar, com algumas profissões a terem razões de queixa e outras a terem apenas motivos para sorrir.

Em destaque surgem os trabalhadores do setor aéreo: Desde 1986, o domínio é evidente, apesar de algumas alterações no tipo de trabalho com maior remuneração. Entre 1986 e 1993, os pilotos foram os ‘reis’ dos salários em Portugal, com os técnicos de segurança aérea a ocuparem o segundo lugar do pódio e controladores aéreos, assistentes e comissários de bordo também no top cinco.

Há 29 anos, os economistas e os oficiais de navios surgiam entre as 10 funções mais bem pagas, mas o caminho para as duas profissões seguiu caminhos inversos até 2013, o último ano com dados completos. Há dois anos, os oficiais de pilotagem de navios surgiam de novo nos 10 primeiros lugares, enquanto os economistas tinham descido até ao 46º lugar.

Os especialistas em economia são mesmo uma das profissões mais atingidas pelas quedas salariais, juntamente com os jornalistas e os maquinistas de locomotivas. Estas duas últimas profissões apareciam no top 20 há duas décadas, mas surgem abaixo das primeiras 35 posições nos dados de 2013.

Em sentido contrário, os desportistas e treinadores saltaram para a ribalta. Em 1986, este setor profissional não fazia parte dos 20 mais bem pagos, mas em 2013 surgia em segundo lugar, apenas atrás dos controladores de tráfego aéreo.

O estudo avisa, no entanto, que este domínio do desporto deve-se a alguns salários multimilionários no futebol, que desequilibram os pratos da balança e escondem a verdadeira realidade dos baixos salários pagos à maior parte dos desportistas

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