Os estrangeiros representam uma fatia crescente das colocações feitas pelos centros de emprego em Portugal. Em 2025, cerca de 31% dos desempregados colocados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) eram estrangeiros, mais que o dobro da percentagem registada em 2022. Nas atividades imobiliárias e administrativas, quase metade dos colocados (49,6%) eram estrangeiros, a maioria brasileiros ou provenientes de outros países de língua oficial portuguesa (PALOP).
Segundo o Público, que se apoia em dados do IEFP (relativos ao período de janeiro a novembro de 2025), o aumento da presença de imigrantes reflete tanto o crescimento da população estrangeira no país como a crescente dependência de empresas em setores com falta de mão-de-obra. A análise setorial revela ainda que a agricultura, alojamento e restauração e cuidados a idosos dependem fortemente de trabalhadores estrangeiros, principalmente brasileiros e cabo-verdianos, devido à proximidade linguística e à escassez de mão-de-obra nacional.
A publicação destaca ainda que mecanismos como o Protocolo de Cooperação para a Migração Laboral Regulada têm facilitado a contratação de estrangeiros, mas não resolvem os problemas estruturais de setores como construção, turismo e agricultura, que continuam a enfrentar uma necessidade urgente de trabalhadores qualificados e operacionais. A imigração é, assim, identificada como uma necessidade económica objetiva em Portugal.
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