Estudo Impact Center for Climate Change da Fidelidade mostra que só a depressão ‘Kristin’ afetou mais de 30% das casas em 12 concelhos.
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As tempestades que atingiram Portugal entre janeiro e fevereiro causaram estragos em 237 mil habitações, metade das quais sem seguro, revela segundo o estudo Impact Center for Climate Change (ICCC) da Fidelidade. 

O estudo realizado pela seguradora, e analisado pelo jornal Expresso, mostra que 51,4% das casas danificadas, em torno de 122 mil, não têm seguro multirriscos – que inclui cobertura para este tipo de catástrofes, nomeadamente tempestades e inundações.

Segundo a publicação, só a depressão ‘Kristin’ afetou mais de 30% das casas em 12 concelhos, quatro vezes mais do que o “Leslie” em 2018. Nos concelhos de Leiria e Marinha Grande, entre seis e sete em cada dez casas sofreram danos.

Rui Esteves, coordenador do ICCC, explica ao jornal que “a tempestade foi vasta, mas com núcleos de intensidade extrema”. Defende que a reconstrução deve ser encarada como “uma oportunidade para reforçar a resiliência das habitações”, mas reconhece que a urgência das reparações poderá condicionar algumas melhorias estruturais necessárias. 

“As nossas técnicas de construção não são pensadas para ventos de 200 km/h. Sem o reforço de telhados e fixações, continuaremos a ter telhas e painéis solares a voar”, diz ao Expresso, frisando a ideia de que Portugal deve implementar um conceito de “reconstruir melhor” e não apenas repor o que existia. 

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