MP pede suspensão de hotel Hilton e 100 apartamentos em Cascais

Edifícios já têm vidros nas portas e janelas e gradeamento nas varandas, mas PGR exige a demolição.
Cascais
Magnific

O Ministério Público (MP) pediu a suspensão imediata das obras de construção do novo hotel Hilton e de 120 apartamentos na linha de Cascais, bem como a demolição dos edifícios. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) quer ainda que o terreno seja reposto no estado anterior ao início dos trabalhos, o que implica, na prática, arrasar o que foi construído, incluindo pelo menos os últimos três pisos das construções, revela a RTP, que avança a notícia. 

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Os edifícios já têm vidros nas portas e janelas e gradeamento nas varandas, mas o MP considera-os condenados à demolição. As construções foram erguidas a menos de 500 metros do mar, mais altas do que os edifícios vizinhos, num terreno que integrava a Reserva Ecológica Nacional.

A PGR quer agora a declaração de nulidade das deliberações e despachos que tornaram possível a operação, a maioria assinada por Miguel Pinto Luz, nessa altura vice-presidente da Câmara de Cascais e atual ministro das Infraestruturas e da Habitação.

O caso chegou à opinião pública em janeiro de 2024, através de uma reportagem da RTP produzida na sequência de uma queixa-crime da associação ambientalista SOS Quinta dos Ingleses, e que deu origem a um inquérito conduzido pela PGR.

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