Habitação pesa mais de metade no património dos portugueses
A casa continua a ser o maior ativo das famílias portuguesas, pensado 55% no seu património líquido no primeiro trimestre de 2024, o valor mais alto de desde que há registos contabilizados pelo Banco Central Europeu (BCE). O facto de a maioria das famílias possuírem habitação própria e o aumento dos preços das casas ajuda a explicar estes números.
Prestações da casa ficam mais baratas em novembro à boleia da Euribor
As taxas Euribor continuam a seguir sua trajetória de descida, de tal forma que o prazo mais longo está abaixo dos 3% e já atingiu o valor mais baixo em dois anos.
Comprar casa em Portugal: preços estabilizam em outubro
A descida dos juros do crédito habitação, a par do menor custo de vida e maior poupança está a reanimar a compra de casas em Portugal. E a estes fatores ainda se soma a isenção de IMT e Imposto de Selo para jovens que compram a sua primeira habitação. Isto quer dizer que a procura de casas à venda está a ganhar novo impulso, numa altura em que também a oferta de casas está a subir, embora pouco. Esta dinâmica pode ajudar a explicar o facto de o preço das casas a nível nacional ter estabilizado em outubro face ao mês anterior (-0,1%). Assim, a compra de casa teve um custo mediano de 2.733 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de outubro deste ano, segundo revela o índice de preços do idealista, editor desta newsletter. Já em termos anuais, os preços das casas em Portugal subiram 9,4%.
Crédito habitação: queixas ao BdP descem 35% com fim de apoios
Os portugueses estão a apresentar menos queixas ao supervisor bancário relacionadas com o crédito habitação. Quem o diz é o Banco de Portugal (BdP) que assinalou uma “redução significativa” no número de reclamações sobre empréstimos habitação nos primeiros seis meses do ano em 35%. O fim dos apoios às famílias perante a subida dos juros ajuda a explicar esta diminuição.
Fundos imobiliários geram ganhos acrescidos com subida das rendas
Todos os anos, as rendas dos imóveis são atualizadas em função da inflação, sejam residenciais ou comerciais. E esta é uma boa notícia para os fundos de investimento imobiliário, uma vez que acaba por melhorar a rentabilidade dos ativos. É por isso que investir poupanças em fundos de investimento abertos está a tornar-se mais atrativo.
Apoios para recuperar casas dos incêndios abertos até ao final do ano
Já há novidades sobre a disponibilização dos apoios públicos destinados às habitações afetadas pelos incêndios que devastaram várias zonas das regiões Norte e Centro do país em setembro de 2024. Estes apoios destinam-se à construção, reconstrução, reabilitação, aquisição e arrendamento das habitações próprias afetadas pelos incêndios. E não só. As famílias podem candidatar-se às ajudas até 31 de dezembro.
Estado tem 60 mil imóveis – e quer transformá-los em casas
Já arrancou o levantamento dos imóveis públicos pela Estamo, a gestora que integra a 'holding' estatal Parpública. Ao que tudo indica, o Estado é proprietário de 60 mil imóveis, que vão ser agora cadastrados numa nova plataforma digital. E António Furtado, presidente da Estamo, admite que a empresa pública está a trabalhar para transformar imóveis que detém em habitação.
Comprar ou arrendar casa: taxa de esforço volta a agravar-se
O acesso à habitação continua difícil em Portugal, numa altura em que os preços das casas continuam a subir a um ritmo muito superior ao dos salários. É por isso que a percentagem do rendimento familiar necessária para levar a cabo a compra ou o arrendamento de uma habitação voltou a aumentar no último ano na maior parte das capitais de distrito portuguesas, de acordo com a análise realizada pelo idealista, editor deste boletim. No caso do arrendamento, a taxa de esforço aumentou 3 pontos percentuais (p.p.), fixando-se em 84% no terceiro trimestre de 2024. Já na compra de casa, a taxa de esforço nacional aumentou 1 p.p., passando para 69% em setembro deste ano.
IVA na construção: “Descida gradual evita choque nos preços das casas”
Quem está a construir habitação em Portugal sente uma constante mudança de políticas, uma instabilidade que acaba por travar a colocação de mais casas no mercado. E as mais recentes medidas que entraram em vigor, como é o caso da isenção de IMT para jovens, vêm estimular ainda mais a procura de casas, o que acaba por dar gás à subida de preços. E desengane-se quem acredita que a descida do IVA na construção para 6% vai trazer casas mais baratas no imediato. Esta visão de quem está no terreno é partilhada por Mariana Arrochella Lobo, Partner e CEO da ARC Homes Portugal, em entrevista ao idealista/news. “A descida do IVA na construção tem de ser gradual, para que evitar que haja concorrência entre produtos e choques nos preços das casas”, defende a responsável da promotora imobiliária nacional, de origem espanhola, que começou a desenvolver negócios no país há cerca de três anos e tem mais de 140 casas em construção no Porto (e novos projetos à espreita).
Centro cultural nasce em antiga adega no distrito do Porto
Já foi inaugurado o novo centro cultural que nasceu da transformação de uma antiga adega.
