Quando se é criança, são os pais que nos travam antes de corrermos para o mar. “Olha o protetor”, relembram, e lá voltamos para trás, mesmo sem perceber totalmente a importância desse cuidado.
Cresce-se e nem sempre a proteção solar continua a ser levada a sério. Há quem acredite em falsas premissas como “já estou bronzeado, não preciso de protetor”. Certo é que os dermatologistas alertam para os riscos da exposição solar e lembram que a pele tem memória. Descobre que quantidade de protetor solar deves usar e quando reaplicar.
Protetor solar: quando, quanto e qual?
Apanhar sol é uma das principais formas de estimular a produção de vitamina D, mas há que nos proteger dos efeitos negativos dos raios ultravioleta.
O protetor solar é um cuidado preventivo, que funciona como uma barreira para evitar problemas de pele no futuro. Ora, mas estarás a aplicá-lo corretamente?
Quando devo passar e reaplicar protetor?
O protetor solar não deve ser lembrado apenas quando chegas à praia. Na verdade, esta é uma rotina que deve ser diária, inclusive no inverno, sobretudo no rosto. Isto porque se há luz do dia, há exposição à radiação solar, mesmo quando o céu está encoberto e o sol escondido.
No verão, os cuidados devem ser redobrados. Aplica o protetor cerca de 30 minutos antes de ires para a praia, piscina ou praticar atividades ao ar livre, de modo a que o produto seja absorvido e consiga criar uma camada protetora.
No entanto, é importante que o leves contigo, já que não há uma resposta exata sobre o tempo que dura o efeito do protetor solar na pele. A duração depende dos hábitos e da atividade de cada pessoa.
Mergulhos sucessivos, suor e o uso da toalha para secar a pele vão removendo o produto gradualmente. Se não for reaplicado, pode perder eficácia.
A Direção-Geral de Saúde (DGS) recomenda, por isso, reaplicar o protetor solar a cada 2 horas. De notar ainda que um protetor com FPS ou, em inglês, SPF (Fator de Proteção Solar) mais elevado não substitui uma aplicação correta ou reaplicação frequente ao longo do dia.
E se estivermos a falar de um protetor resistente à água? Os conselhos mantêm-se. Ainda que a fórmula se dilua mais dificilmente na água, há que passá-lo na pele com antecedência e reaplicá-lo regularmente.
Quanto aplicar?
“Não quero ficar com a pele branca”, é uma frase comum quando pedimos a alguém para nos pôr protetor nas costas. Contudo, o ideal não é passar de qualquer forma só para sentir o dever feito.
Não tenhas receio de aplicar uma camada generosa. Uma quantidade insuficiente reduz também o nível de proteção. O protetor deve ficar bem distribuído e cobrir todas as zonas do corpo, incluindo as que muitas vezes são esquecidas, como lábios, pés, nuca e mãos.
Desta forma, para que nenhuma zona fique à mercê de um escaldão, vai espalhando o protetor de cima para baixo, começando pelo rosto e descendo até aos pés.
O que ter em atenção ao escolher um protetor solar?
As prateleiras dos supermercados e farmácias enchem-se de protetores solares e a dúvida instala-se: qual escolher no meio deste mar de oferta? Vamos então por partes:
Existem quatro níveis de proteção:
- Baixa – protetores com FPS de 6 a 10;
- Média – protetores com FPS de 15 a 25;
- Elevada – protetores com FPS de 30 a 50;
- Muito elevada – protetores com FPS 50+.
Desta forma, é fundamental que escolhas um protetor com um FPS, que indica o nível de proteção contra os raios UVB, adequado para o teu tipo de pele e estilo de vida:
- Peles muito claras e sensíveis ao sol: requerem um protetor com fator 50+;
- Peles mais morenas: idealmente devem usar um protetor com fator entre 30 a 50;
- Crianças: devem usar fator 50+, já que a pele é mais sensível do que a dos adultos.
Ingredientes também contam
Outro aspeto a ter em conta na escolha de um protetor solar é a sua composição. Alguns produtos podem conter ingredientes que não são tão bem tolerados por algumas pessoas.
Nesses casos, os protetores solares minerais, muitas vezes formulados sem filtros químicos, podem apresentar-se como uma alternativa. Em geral, são melhor tolerados por peles sensíveis ou com maior tendência para alergias.
O combate à radiação UVA e UVB
Com a vasta gama de protetores solares disponíveis no mercado, deves escolher um que, além de te proteger contra os raios UVB, responsáveis pelos escaldões, garanta também proteção contra os raios UVA, associados ao envelhecimento precoce da pele.
É a exposição combinada a ambas as radiações que aumenta o risco de desenvolvimento de cancros cutâneos, já que atingem tanto a camada mais superficial como a mais profunda da pele.
Protetor solar para o rosto e para o corpo: há diferença?
Em termos de proteção contra a radiação solar, não há grande diferença entre um protetor solar corporal e facial que tenha o mesmo FPS, o que muda é essencialmente a formulação. Sendo a pele do rosto mais sensível e fina, a textura tende a ser mais fluída, leve e de rápida absorção para não deixar a pele oleosa.
Além disso, mesmo que apliques um protetor solar FPS30 no corpo, na cara é aconselhável um protetor 50+, por ser uma zona mais delicada e vulnerável.
Também os lábios, muitas vezes esquecidos, devem ser protegidos com produtos específicos. Ainda assim, um protetor solar facial pode ser aplicado nesta área para reforçar a proteção.
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