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Depois do Hygge e do Lagom... chega dos países nórdicos o Pyt - ou como viver melhor

No arranque de 2020, nada melhor do que abraçar máximas que podem ajudar a uma vida mais equilibrada.

Photo by Hanna Balan on Unsplash
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Autor: Redação

Os países nórdicos tendem a liderar os rankings mundiais da felicidade, apesar das baixas temperaturas e das poucas horas de luz natural. E como é que conseguem esta proeza? Tornando-se peritos na transformação das casas em refúgios perfeitos e os gestos quotidianos na fórmula para uma vida plena e equilibrada. Com os suecos aprendemos o Lagom e antes disso tinha chegado o Hygge da Dinamarca, de onde vem agora um novo conceito: o 'pyt'.

Photo by Evelin Horvath on Unsplash
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Mais uma vez, o termo dinamarquês - que foi, aliás, votado recentemente como o conceito mais popular no país - é de difícil tradução e não existe uma expressão literal em português ou mesmo inglês. É antes um conceito cultural sobre o cultivo de pensamentos saudáveis ​​para lidar com o stress - um ótimo desafio para o ano de 2020.

Photo by Thought Catalog on Unsplash
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"O Pyt geralmente é utilizado como uma interjeição em reação a uma chatice diária, uma frustração ou erro", explicava a professora de psicologia Marie Helweg-Larsen, num artigo publicado na The Conversation e citado pelo Apartment Therapy. 

Em sentido lato, é parecido com o que significam expressões idiomáticas em português como "não te preocupes" ou "estas coisas acontecem". Por exemplo, ao quebrar um copo na cozinha, em vez de se espumar de raiva e dizer asneiras, a alternativa é simplesmente encolher os ombros e dizer "Pyt". [...]

Photo by Natalia Figueredo on Unsplash
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No essencial, trata-se de aceitar e redefinir. "É usado como uma espécie de lembrete para se voltar atrás e focar novamente em vez de exagerar. Em vez de culpar, é uma maneira de deixar ir e seguir em frente", explica a académica, destacando que "com o uso do Pyt faz-se por não apontar a culpa a si mesmo ou para outra pessoa".

Desta forma, e mantendo esta máxima em mente, "incentiva-se a sermos mais empáticos e compassivos", acrescenta Marie Helweg-Larsen, frisando que, no entanto, o Pyt não deve se aplicar a tudo. "Não se diria "pyt "em resposta a algo ou alguém que esteja a ser seriamente prejudicado", indica, esclarecendo a autoraque "a palavra não deve ser usada quando alguém deve assumir a responsabilidade. Nem deve ser usado como desculpa para a inação".

Photo by Artem Beliaikin on Unsplash
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Outros dinamarqueses que ensinam psicologia positiva também têm vindo a destacar que "a aplicação de Pyt não é saudável quando estiverem em causa necessidades ou valores essenciais. ”