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Calçada portuguesa candidata a Património da Humanidade

Wikimedia commons
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Autor: Redação

A calçada portuguesa vai candidatar-se a Património Cultural Imaterial da Humanidade, depois de o processo ter sido aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Lisboa (CML). A autarquia da capital vai agora pedir a colaboração de outras cidades do país com este pavimento.

A proposta dos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa, António Prôa (PSD), Manuel Salgado (PS) e Catarina Vaz Pinto (PS), foi aprovada por todo o executivo em reunião de Câmara, a 15 de dezembro. Na mesma reunião foi proposta e aprovada a celebração de um protocolo entre a CML e a Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins (ASSIMAGRA) para promover a recolocação do Monumento ao Calceteiro, na Praça dos Restauradores.

O que motiva a candidatura

Na exposição de motivos da candidatura, citada pela Lusa, os vereadores explicam que “a Calçada Portuguesa constitui hoje um elemento de forte identidade de Lisboa, associado a uma expressão artística de qualidade que valoriza a imagem da cidade”.

Para António Prôa, subscritor da proposta citado pela agência de notícias, “a candidatura da Calçada Portuguesa a património da humanidade pretende, não apenas a salvaguarda e promoção de uma criação artística que identifica a cidade de Lisboa e o país, como é uma oportunidade para valorizar, inovar e aperfeiçoar a sua aplicação e manutenção da calçada artística, aplicando novas técnicas e atraindo artistas para a sua criação”.

Iniciativa alargada a outras cidades além de Lisboa

E o objetivo "é também integrar todas as cidades, sejam do nosso país ou do mundo lusófono e outras, que têm a calçada nas suas ruas. Apesar de Lisboa ser a promotora desta candidatura, a ideia é que seja tão abrangente quanto possível", afirmou por sua vez também à Lusa a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

A candidatura, porém, não poderá ser apresentada antes de 2018, uma vez que Portugal integra o Comité do Património da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) até esse ano.