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Covid-19 leva Mota-Engil a fazer acordo com empresa de serviços de evacuação médica

Em causa está a empresa norte-americana Global Rescue.

Mota-Engil
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Autor: Redação

A construtora portuguesa Mota-Engil, que está presente em cerca de 30 países e emprega 32 mil trabalhadores, estabeleceu um acordo com a empresa norte-americana Global Rescue, que assegura serviços de evacuação médica e de segurança. Uma parceria que visa responder ao escalar da pandemia do novo coronavírus.

O grupo liderado por Gonçalo Moura Martins, que tem presença em vários países de África e América do Sul, decidiu assegurar condições para, em caso de necessidade extrema, evacuar trabalhadores que possam estar em situações de risco e a necessitar de cuidados médicos que não sejam possíveis de prestar nos locais onde se encontrem, escreve o Jornal de Negócios, salientando que dos 32 mil trabalhadores do grupo, cerca de 7 mil estão em Portugal.

Segundo a publicação, o acordo com a Global Rescue, que possui aviões e equipas médicas para fazer esses resgates, não tem, nesta fase, um prazo definido. Fonte oficial da construtora adiantou que implementou um plano de contingência para a Covid-19, existindo uma estrutura interna liderada ao nível da administração e com o apoio de áreas corporativas específicas, “que têm coordenado a implementação e monitorização dos procedimentos definidos, os quais abrangem todos os países” onde a empresa está presente.

Procedimentos esses que integram “medidas de proteção individual e que foram amplamente divulgadas internamente” e “outras a utilizar em caso de necessidade para colaboradores no mercado internacional”, acrescentou a mesma fonte, destacando, nesse sentido, “o acordo firmado com a Global Rescue”.

Devido à pandemia do novo coronavírus, o conselho de administração da Mota-Engil decidiu ainda não pagar este ano prémios de desempenho. “Em 2020, e em função do enquadramento desafiante que terá a economia durante os próximos meses, o grupo Mota-Engil não irá proceder ao pagamento de qualquer remuneração variável, como bónus ou prémios de ‘performance’, aos seus quadros de topo relativos ao presente ano”, revelou uma fonte da construtora.