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Eco-resort de Tróia do Pestana em expansão e Comporta dos Espírito Santo em risco

Autor: Redação

O Tróia Eco-Resort, onde todas as casas de várias tipologias são sustentáveis, vai continuar a crescer. Em plena construção da terceira fase, que está a ser um sucesso de vendas, o Grupo Pestana está já a pensar em criar mais uma ou duas fases deste projeto, lançado há três anos, e um hotel de apartamentos com até 150 quartos, num investimento total de 80 milhões de euros.

O empreendimento de casas de férias de luxo foi lançado em 2012 e até ao final de 2013 venderam-se todas as 70 casas da primeira e segunda fases. Este ano, já numa terceira fase, vendeu-se "até junho o se que se esperava vender até ao verão", disse ao Dinheiro Vivo um dos administradores do grupo, José Roquette.

Ou seja, das 17 casas em Tróia que foram disponibilizadas agora - as mais caras, que só estarão prontas no verão de 2015 - sobram sete, porque cinco estão vendidas e as outras cinco reservadas. Cerca de 80% dos compradores são portugueses, de Lisboa, e os restantes são franceses e belgas.

Em três anos o Pestana vendeu 80 casas - que custavam entre 199 mil e 475 mil euros - e fez 30 milhões de euros, precisamente o que investiu até à data no projeto.

É por isso que José Roquette diz que o desenvolvimento do Pestana Tróia Eco-Resort está a correr "bastante acima do previsto". De tal forma que tiveram de antecipar a venda de mais 10 unidades, que iriam ser construídas nas fases seguintes. Acresce que o grupo decidiu antecipar a conclusão de todo o empreendimento, que será agora "mais rápido" e ficará pronto em oito anos, em vez dos dez inicialmente previstos.

Comporta em risco

Já o projeto Comporta Dunes da família Espírito Santo, anunciado em abril de 2013, pelo ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, como o primeiro grande projeto turístico do pós-crise em Portugal vai em sentido contrário, segundo escreve o Correio da Manhã na sua revista de domingo.

Com a crise do BES, o investimento previsto de 92 milhões de euros para construir os "4 Hotéis (Hotel Aman já em fase de construção; 1 Hotel-Apartamento; Lotes para moradias; Unidades turísticas; 1 Campo de Golfe de 18 buracos, com 100 hectares, desenhado por David McLay Kidd, um dos mais conceituados arquitetos do mundo i (já em fase de construção)"  está em risco.

A falência do Grupo Espírito Santo - em que a Rioforte, a holding que é dona da Herdade da Comporta, surge à cabeça como uma das cartas mais torcidas de um baralho que rui - levou à suspensão das obras já em curso. E a data de 2015, apontada para a abertura do resort de luxo da cadeia Aman e do campo de golfe de 18 buracos que o ia servir, está comprometida, noticia aind ao CM.