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"Se preços continuarem assim" pode haver uma bolha no imobiliário, alerta André Jordan

André Jordan Group
André Jordan Group
Autor: Redação

Para o “pai do turismo” português, André Jordan, Portugal continua a ser um país com enorme potencial. A Lisboa, uma velha amiga repleta de “qualidades e defeitos”, agitada pela dinâmica do turismo, faltam duas coisas: estratégia e "know-how". André Jordan acredita que a capital precisa de turistas, mas também de residentes, e que é preciso encontrar um equilíbrio entre os setores do turismo e do imobiliário, para que se afaste o “cenário de bolha”.

Numa entrevista ao jornal ECO, o empresário explicou como olha para Portugal, para o turismo e para Lisboa, “que conhece como a palma das suas mãos”. Para André Jordan, “Lisboa hoje é uma cidade cosmopolita, internacional”, como outras que conhece. “Não estranho Lisboa como está hoje. Agora… acho graça. Em dois anos, deixou de ser uma cidade provinciana para ser uma cidade internacional de alto nível”, contou.

Para Jordan, o que está acontecer no país “não é uma moda, é um negócio" que tem de ser consolidado, disse, referindo-se ao turismo e ao imobiliário, setores que necessitam de uma estratégia bem definida. “Se não houver uma previsão de crescimento orientada por um planeamento de consenso entre o Governo, setor privado, a área do desenvolvimento sustentável, isso vai-se perder porque é aí que se cria a bolha. Então vai começar a haver pressão sobre o que há”, alertou.

Segundo o empresário, o preço do metro quadrado (m2) na zona do Príncipe Real andará na ordem dos 15.000 euros, um valor muito superior face ao verificado no passado. "Estávamos a 1/5 dos preços de Londres e Paris, e agora estamos a metade. O topo em Londres é 30, e nós já estamos em 15. Se continuar assim, daqui a pouco há uma bolha porque não há suficientemente produto para a procura”, rematou.