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Portugueses preferem passar férias na praia e gastam em média 702 euros

Eduardo Santos/Unsplash
Eduardo Santos/Unsplash
Autor: Redação

Onde preferem passar férias os portugueses? Num local que tenha praia. Esta continua a ser o principal critério na escolha do destino de férias, que devem custar este ano, em média, 700 euros.

Estas são algumas das conclusões de um estudo do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM), que contou com a participação de 470 pessoas. 

Segundo a coordenadora do estudo, Mafalda Ferreira, e de notar a diminuição do valor a gastar nas férias entre 2017 e 2018 e a “migração” do Algarve para o litoral alentejano.

Face ao estudo de 2017, a responsável apontou um “ligeiríssimo decréscimo, absolutamente residual, do valor gasto, contrariamente às expetativas, nas férias de verão. Passou de 708 euros do ano passado para 702 este ano”, disse, citada pela Lusa. 

Sem alterações está o número de pessoas a fazer férias nos meses de verão, “o período privilegiado” pelos portugueses, para quem a “praia é o atributo mais valorizado” (61% das respostas).

Por outro lado, e quando comparado com o estudo do ano passado, a opção pelo Algarve está a perder terreno (52% em 2017 e 47% em 2018), havendo mais pessoas a escolher como destino o Alentejo litoral (23% para 32%). 

“Eu diria que nas pessoas que ficam em Portugal há uma transferência de valores e na nossa amostra 54,8% das pessoas irão ficar em Portugal, os outros distribuem-se pela Europa (quase 26%), África (5%) e América do Sul (3%)”, explicou Mafalda Ferreira. Dentro da Europa, “o país claramente preferido é Espanha”, acrescentou.

No que diz respeito ao método de reservas, confirma-se a tendência de a “maioria das pessoas pesquisar e depois reservar ‘online'”. Por tipo de alojamento, “o local tem vindo a ganhar terreno e atualmente corresponde a 22% e os hotéis a 31%”. “A situação de crise económica e financeira provocou algumas alterações dos padrões de pesquisa e de compra”, contou a responsável.

A coordenadora do estudo indicou ainda a utilização “em grande parte” do subsídio de férias nesta altura, pelo que a “reposição dos subsídios tem impacto no padrão de comportamento, já que 49% das pessoas o utiliza parcialmente e 15% utilizam-no totalmente”. “Este subsídio é um motor efetivamente da dinâmica económica que se coloca nas férias”, afirmou.