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Açores, o único arquipélago do mundo com certificado de destino turístico sustentável

O prémio tem o selo do Global Sustainable Tourism Council (GSTC).

Photo by Mr Xerty on Unsplash
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Autor: Redação

A beleza natural do Açores não deixa ninguém indiferente. E desta vez destacam-se como primeira região do país e único arquipélago do mundo a ser certificado como destino turístico sustentável – uma distinção atribuída a apenas 13 regiões do planeta. O “prémio”  na categoria de “prata”, foi entregue esta quinta-feira, 5 de dezembro de 2019, pelo Global Sustainable Tourism Council (GSTC).

"É com profundo orgulho que hoje podemos dizer que os Açores são certificados como destino turístico sustentável. Somos o primeiro e único arquipélago do mundo com esta certificação. Somos a única região do país com esta certificação. Estamos na linha da frente", disse a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores, Marta Guerreiro, citada pela Lusa, que falava na sessão de abertura do congresso anual do GSTC, que reúne cerca de três centenas de participantes de 42 nacionalidades em Angra do Heroísmo, na ilha Tecreira.

 “No final deste processo, reforço: foram dois anos de muito trabalho, aquele que nos permite hoje fazer parte de um conjunto de 13 regiões do mundo e de apenas oito países com esta certificação", sublinhou ainda. ´

Certificação válida por um ano

A certificação é válida por um ano, mas a ideia é dar-lhe continuidade. “Este é o primeiro grau que é possível alcançar quando se faz a certificação — o ‘silver’ [prata] — mas com a permanência na certificação e com a evolução dos indicadores que são analisados temos condições para ambicionar mais. Não é um dado adquirido, exige trabalho de continuidade”, afirmou Marta Guerreiro.

O trabalho de auditoria foi feito pela Eartcheck, a entidade certificadora, que visitou três ilhas do arquipélago, um de cada grupo: São Miguel (grupo oriental), Terceira (grupo central) e Flores (ocidental). Avaliaram-se um conjunto de parâmetros, como a conservação da energia, da água, a emissão de gases com efeito de estufa, a qualidade do ar, a poluição ruidosa e luminosa, a gestão dos ecossistemas, os transportes e a gestão cultural e social

Marta Guerreiro sublinhou a importância da distinção, que vai permitir "não só internamente despertar os agentes do setor para a importância de posicionarem os seus negócios e as suas áreas dentro destas práticas", mas também que os Açores consigam captar "segmentos que valorizam as preocupações na área da sustentabilidade".