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Primeiro-ministro considera que "banco mau" será boa oportunidade de negócio

Gtres
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Autor: Redação

O setor financeiro está contra a ideia de criar um "banco mau", mas o primeiro-ministro continua convicto de que esta será a solução certa para limpar os créditos malparados da banca nacional. A posição de António Costa está alinhada com a do governador do Banco de Portugal. Carlos Costa considera que não é possível resolver os problemas dos bancos portugueses sem que se libertem "dos ativos não produtivos que não geram rendimento, ativos imobiliários e ativos de risco”.

“A solução de tal veículo não é fácil, mas é do interesse da própria banca”, disse ao Expresso António Costa, para quem a necessidade da criação de tal mecanismo é imposta pelas recomendações da Comissão Europeia, que especificamente fala na necessidade de “tomar medidas, até outubro de 2016, para facilitar a limpeza dos balanços das instituições de crédito e resolver o problema do elevado nível do crédito malparado”.

Banqueiros e PR desagradados

O primeiro-ministro argumentou, publicamente, numa conferência sobre a banca realizada esta semana que “os reguladores e as instituições financeiras devem articular-se para esta situação”, tal como conta o jornal.

No entender de António Costa, citado pelo Expresso, muitos dos ativos não são “lixo”, mas sim oportunidades de negócio não rentáveis atualmente ou ativos sobreavaliados. Uma solução poderia ser colocá-los no veículo à parte, mas que teria de ser financiado pela banca.

Mas a ideia não é consensual, desagradando aos banqueiros e também ao Presidente da República, que na mesma conferência , falando sobre os “ativos não produtivos”, pediu uma “fórmula” que “não implique avançar para modelos de duvidosa exequibilidade ou de custos incomportáveis”, diz ainda o jornal.