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Jovens estão a deixar de pedir crédito à habitação e de comprar casa

Autor: Redação

As novas gerações, ao contrário dos seus pais, vão comprar cada vez menos casas e, consequentemente, os bancos vão dar menos crédito à habitação levando a uma estagnação do mercado. Os jovens, devido à instabilidade laboral, preferem não arriscar em contrair um empréstimo e investir antes as suas poupanças em ativos financeiros. Esta é a conclusão de um livro sobre a poupança e financiamento da economia portuguesa, promovido pela Universidade do Minho e apresentado esta semana.

A realidade laboral que os mais jovens enfrentam também não favorece a compra de habitação própria”, conclui a obra, um trabalho de uma equipa liderada por Fernando Alexandre, professor da Universidade do Minho (UM), apresentado esta terça-feira no Porto.

Segundo o Jornal de Notícias, que cita o responsável, os jovens vão investir as suas poupanças em ativos financeiros, já que “encaram a residência fixa de forma diferente, dado que o mercado de trabalho é para eles muito mais amplo do ponto de vista da geografia”.

Fernando Alexandre considera que a mobilidade é o futuro e que os jovens que hoje estão no Porto estarão “amanhã em Lisboa e no próximo ano em Londres”, pelo que é natural que não assumam compromissos financeiros de longo prazo, como por exemplo o crédito à habitação. “O facto de, atualmente, o crédito à habitação a indivíduos com menos de 30 anos ser praticamente inexistente parece confirmar essa tendência”, conclui o estudo.

Os autores do livro estimam que até 2020 os portugueses entre os 25 e 30 anos não estarão endividados com créditos à habitação. E mesmo que tem entre 30 e 35 anos optará por não pedir financiamento à banca para comprar casa.