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PS e BE apresentaram proposta sobre Euribor negativa. Bancos estão contra

Gtres
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Autor: Redação

A proposta sobre a Euribor negativa foi apresentada esta quinta-feira (22 de março) pelo PS e BE. Será votada, na próxima semana, na Comissão de Orçamento e Finanças. Os bancos, contudo, já se vieram mostrar contra a aplicação de taxas negativas no crédito à habitação, uma medida que consideram “incoerente e desequilibrada”.

O PS e o BE já chegaram a acordo para que os clientes de bancos sejam beneficiados com um crédito de juros relativo à totalidade do período em que a Euribor seja negativa, segundo a Lusa. O porta-voz do PS, João Galamba, explicou que foi possível chegar a "uma solução equilibrada, simultaneamente preservando a estabilidade da banca em matéria de rácios de solvabilidade e a salvaguarda dos direitos dos clientes".

Se a proposta for aprovada, cria-se um crédito de juros do cliente bancário, que será abatido apenas quando estes subirem e passarem a ter um valor positivo. Quer isto dizer que os bancos não terão agora de pagar uma pequena parte dos empréstimos.

“Esta solução não expõe os bancos a uma perda imediata, mas garante que, quando os juros subirem – e os bancos já tiverem um juro positivo a cobrar –, o crédito anteriormente constituído abate a esse juro", acrescentou o porta-voz dos socialistas.

Bancos contra o desconto da Euribor negativa

Para a Associação Portuguesa de Bancos (APB) esta medida é "intrinsecamente incompatível com a natureza de um contrato de crédito". A entidade que representa os bancos portugueses acredita, aliás, que a proposta do PS e BE poderá ter custos irreversíveis para o setor.

“A aprovação de uma tal medida seria manifestamente incoerente e desequilibrada, e excessivamente restritiva da liberdade de iniciativa económica privada, e conforme afirmado pelo Banco de Portugal, numa audição no Parlamento em abril de 2016, poderia ter custos irreversíveis a médio e longo prazos para o setor”, disse o presidente da APB, Fernando Faria de Oliveira, ao ECO.