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Depois da Troika, a bonança: crédito para a compra de casa ao rubro

Autor: Redação

Atravessada a crise, e os anos da Troika, os bancos voltaram a abrir a “torneira” do crédito para a compra de casa. Há seis meses consecutivos que o “stock” de empréstimos está a crescer, depois de vários anos de quedas, e de um ligeiro arrefecimento nos meses de verão. O montante emprestado está em máximos de mais de um ano.

O financiamento para a compra de casa está a viver o melhor ciclo desde a chegada da Troika a Portugal. Os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP) revelam uma série de aumentos que não se verificava desde o final de 2010, início de 2011. No passado mês de outubro, o saldo do crédito para a compra de casa atingiu os 93.621 milhões de euros, o valor mais elevado desde junho de 2017, quando alcançou os 93.767 milhões de euros.

As novas operações de crédito para a compra de casas totalizaram 811 milhões de euros, em outubro, voltando assim a aumentar depois de três meses em queda. O recuo coincidiu com a entrada em vigor das novas regras do supervisor – a 1 de julho – focadas em três medidas preventivas que colocam limites à taxa de esforço, limites ao valor do crédito face ao imóvel dado em garantia e limites à maturidade dos empréstimos.

Ainda assim, e de acordo com os especialistas, não estarão as medidas macroprudenciais na origem das quedas. "Não me parece que a recomendação do BdP esteja a ter muito impacto no mercado. Admito que possa levar à não aprovação de algumas operações, mas não o suficiente para fazer alterar tendências de mercado", disse Filipe Garcia, economista da IMF, ao Jornal de Negócios.

Recorde-se que nos primeiros dez meses deste ano, os bancos emprestaram 8.104 milhões de euros para a compra de casa, mais 21,7% que no mesmo período de 2017.