O decreto do Governo que fixa uma moratória de 90 dias no pagamento dos empréstimos das famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin foi, na passada sexta-feira, dia 6 de fevereiro de 2026, publicado em Diário da República, produzindo efeitos desde 28 de janeiro.
Depois de passar os últimos dois anos a aumentar a dois dígitos, os preços das casas em Portugal deverão abrandar o ritmo de subida já em 2026 e nos dois anos seguintes, antecipa a S&P Global. Mas, ainda assim, Portugal continuará a estar no top 3 de maiores subidas nos preços das casas na Europa até 2028.
Nos últimos meses, a crise na habitação em Portugal tem gerado preocupação e análise constante por parte do Governo e dos especialistas do setor. Apesar do elevado preço das casas e do acesso cada vez mais difícil para comprar casa, os principais bancos antecipam que o crédito habitação continuará “forte” ao longo de 2026, apoiado pela estabilidade das taxas de juro – reforçadas pela decisão recente do Banco Central Europeu (BCE) de manter inalteradas as suas taxas diretoras –, pelo elevado nível de emprego e pela persistente escassez de oferta no mercado imobiliário.
A contratação de créditos habitação em Portugal seguiu de vento em popa ao longo do ano passado. Os jovens reforçaram a compra de casas com a ajuda da garantia pública, o que acabou por elevar os níveis de financiamento bancário e diminuir a idade média dos compradores.
Em novembro de 2025, o endividamento das famílias portuguesas aumentou 1,1 mil milhões de euros, "essencialmente perante os bancos, por via do crédito habitação". Esta subida representa uma subida de 8,6% face a igual período do ano passado, segundo dados divulgados esta quinta-feira, dia 22 de janeiro de 2026, pelo Banco de Portugal (BdP).
Desastres naturais e climáticos, como inundações e ondas de calor, representam um risco para a resiliência financeira da União Europeia (UE), com estes fenómenos a terem um impacto crescente no acesso à habitação, segundo a organização ambientalista World Wide Fund for Nature (WWF).
O Santander anunciou esta quarta-feira, dia 14 de janeiro de 2026, que pediu um reforço de 150 milhões de euros da sua quota da garantia pública para a compra de casa por jovens até aos 35 anos.Em comunicado, o banco disse que “solicitou às entidades competentes” este reforço de 150 milhões de euros
Numa altura em que a compra de casa com crédito habitação está em alta, Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal (BdP) alerta que as instituições bancárias estão a esticar os prazos dos novos contratos além dos limites recomendados, o que permite elevar os montantes emprestados.
A taxa de juro média das novas operações de crédito habitação voltou a diminuir em novembro, pelo 10.º mês consecutivo, para 2,82%, com descidas nos novos contratos e nas renegociações, divulgou o Banco de Portugal (BdP) esta terça-feira, dia 6 de janeiro.Segundo os dados do supervisor bancário, a t
O ano de 2026 arranca com ligeiros aumentos das prestações da casa para os novos créditos habitação a taxa variável. Isto porque as taxas Euribor voltaram a registar uma subida mensal em dezembro, seguindo a tendência observada desde o verão de 2025.
As taxas Euribor subiram ligeiramente nos últimos meses, estando acima dos 2%. E os bancos estão a reagir a esta evolução, aumentando também um pouco o custo dos financiamentos.
Depois de uma larga discussão parlamentar, o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) foi finalmente aprovado na votação final global na quinta-feira, dia 27 de novembro.
Atualmente, as regras macroprudenciais do Banco de Portugal (BdP) permitem financiar créditos habitação até um máximo de 90% do valor do imóvel. Estas são as regras gerais, que só são contornadas pela garantia pública que financia a 100% compra da primeira casa pelos jovens até aos 35 anos.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai pedir um reforço em 250 milhões de euros da garantia pública a que pode aceder para crédito habitação para jovens. Até ao momento, o banco público concedeu 1.300 milhões de euros em empréstimos para a compra de casa a jovens através deste mecanismo de apoio do Estado, no total de mais de 6.650 operações contratadas ou em fase final de processo. Já os pedidos de financiamento ascendem a mais de 12.800, no total de mais de 2.500 milhões de euros.
Os jovens até aos 35 anos já utilizaram cerca de 40,3% do montante total atribuído para a garantia pública na compra de casa, que representou 25,3% do total de crédito à habitação contratado até setembro.
Segundo dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados esta quarta-feira, dia 29 de outubro de 2025, desde o início do ano já foram utilizados 478 milhões de euros ao abrigo deste regime que permite ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação.
Entre janeiro e agosto deste ano, verificou-se um aumento de 23,1% nos fogos licenciados em construções novas, subindo para um total de 27.295 alojamentos.
Os indicadores do mercado de crédito voltaram a ganhar dinamismo em setembro de 2025, com destaque para o financiamento à compra de casa. Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP) esta segunda-feira, dia 27 de outubro de 2025, os empréstimos para habitação cresceram 8,9% em termos anuais, registando a 21.ª aceleração consecutiva. Também os depósitos das famílias recuperaram ritmo, após vários meses de desaceleração.
A rápida subida dos preços das casas em Portugal deixa as famílias sem grande margem de manobra: quem quer comprar casa acaba por fazê-lo por valores mais elevados do que num passado recente.
O Governo vai reforçar a garantia pública que apoia os jovens na compra da primeira habitação com 350 milhões de euros, elevando o montante total de 1.200 para 1.550 milhões de euros. A medida surge após forte adesão desde o arranque do regime, que permite que o financiamento do imóvel seja garantido a 100% pelo sistema financeiro.
Não há boas notícias para quem está a pensar contratar um crédito habitação em setembro. As taxas Euribor subiram para todos os prazos em agosto face a julho, elevando ligeiramente as prestações da casa.
A procura por crédito habitação com garantia pública entre jovens até aos 35 anos continua a ganhar ritmo. Em julho, o número de contratos neste regime aumentou 6,1% face a junho, enquanto o montante financiado cresceu 6,5%, segundo dados do Banco de Portugal. O mesmo mês foram assinados 2,4 mil contratos de crédito com garantia do Estado, num total de 475 milhões de euros. Estes empréstimos representaram 45,6% dos contratos e 46,8% do montante global contratados por jovens para aquisição de habitação própria e permanente.
Com o custo da habitação a subir mês após mês e a atingir recordes, a banca em Portugal alerta que este cenário “começa a ficar insustentável”. Isto porque não se perspetiva no horizonte um abrandamento ou até redução dos preços das casas.
Os bancos continuam a valorizar as casas, quando são avaliadas no âmbito de pedidos de crédito habitação. Em junho de 2025, o valor mediano da avaliação bancária da habitação voltou a subir, fixando-se nos 1.911 euros por metro quadrado (euros/m2). Trata-se de um novo máximo histórico. Esta evolução representa um crescimento de 1,3% face ao mês anterior e um expressivo aumento homólogo de 18,1%.