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Guia de sobrevivência do crédito à habitação: este é o primeiro passo...

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Autor: Redação

Os bancos voltaram a abrir a torneira do crédito à habitação. Mas há cuidados a ter em conta ao pedir um empréstimo ao banco. Por isso o idealista/news preparou, com a ajuda da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, um guia de sobrevivência na hora de pedires um crédito à habitação, que vamos publicar ao longo das próximas semanas. No artigo de hoje, damos-te alguns conselhos que podem ser muito úteis. Começa por... escolher (bem) o banco.  

A compra de casa é talvez a decisão financeira mais importante e de maior impacto na vida de um cidadão.

Mas poderá acontecer que para concretizares a compra da tua casa de sonho não tenhas poupanças suficientes para tal, pelo que terás de recorrer a um crédito à habitação. E dos vários imóveis visitados, muitas vezes, a escolha recai naquele cujo valor ultrapassa o orçamento definido.

Se a procura da casa ideal é, frequentemente, um caminho logo que se percorre, a busca do melhor banco para o empréstimo à habitação poderá também não ser tarefa fácil. Recorrer, por exemplo, ao banco onde tens conta poderá não ser a melhor solução, por não apresentar as condições mais favoráveis, sendo certo que necessitas que o crédito seja aprovado pelo banco.

Face à vasta oferta existente nem sempre é clara e transparente a opção pela melhor solução de crédito, nem como fazer a avaliação. Mas esta é uma decisão que terá peso no teu orçamento familiar. Logo, é muito importante que estejas informado das principais características do empréstimo e possas comparar as várias propostas. Deves efetuar várias simulações. Sugerimos o nosso simulador que podes consultar aqui. 

Contrariamente ao divulgado pelo marketing dos bancos, as respostas não são imediatas, tratando-se de um processo que carece de avaliação, pelo que deverás fazê-lo com tempo.

Deves solicitar em cada instituição bancária a FINE, ficha normalizada que contém toda a informação sobre o crédito e respetivas condições, para assim poderes comparar e avaliar qual a oferta mais vantajosa. Nessa avaliação há dois importantes indicadores que deverás analisar:

  • A taxa de juro aplicável (TAEG); 
  • O montante total imputado ao consumidor (MTIC), que será o valor global a pagar pelo crédito, no período definido. 

Segue-nos na próxima semana para saberes mais.