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Torneira do crédito à habitação continua aberta

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Autor: Redação

“Crédito à habitação: Um ano de euforia, mas calma para 2018…”. Foi assim, com este “recado”, que entrámos em 2018. O ano que agora está prestes a terminar voltou a ser muito fértil em notícias relacionadas com empréstimos pedidos ao banco para efeitos de compra de casa, que atingiram máximos de 2010. E há novas regras “em jogo” que importa recordar, bem como uma nova Euribor a chegar, a ESTER.

Logo no início de janeiro escrevemos que as novas regras dos contratos de crédito hipotecário, que determinam os deveres das instituições, tinham entrado em vigor. E explicámos-te mais sobre o tema neste artigo. Mais tarde, a meio do ano, outra novidade (já esperada) “saiu do papel”: falamos da entrada em vigor das restrições ao crédito à habitação impostas pelo Banco de Portugal (BdP).

Prestação a descer e crédito a subir

A verdade é que quem pediu financiamento ao banco para comprar casa tem visto a prestação baixar nos últimos tempos, tendo o valor da mensalidade descido 50% em nove anos. A juntar a este dado, fomos noticiando ao longo do ano que o crédito à habitação concedido estava ao rubro: escrevemos que estava em máximos de sete anos, que me dezembro tinham emprestado 819 milhões de euros (mais só antes da Troika) e que desde 2010 que não estavam tão ativos

Mais tarde, em agosto, soube-se que os bancos emprestaram mais de 4,5 mil milhões para a casa no primeiro semestre. No entanto, a terminar o ano, foi notícia a existência de um abrandamento nos empréstimos, na sequência do travão imposto pelo BdP. Apesar da entidade liderada por Carlos Costa estar a “apertar o cerco” ao crédito à habitação, em novembro, as taxas implícitas do conjunto de créditos à habitação voltaram a descer, depois de oito meses consecutivos sem cair.

Em alta está também a avaliação bancária, que em agosto atingiu os valores mais altos em dez anos. Uma tendência, de resto, que se foi verificando ao longo do ano, tendo aumentado 5% em 2017. E em junho, tendo por base dados de maio, estava a subir há 14 meses. De referir, no entanto, que a atividade de avaliador imobiliário em Portugal está a vive uma situação de crise, tendo a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) emitido uma nota circular em que reclama aos peritos imobiliários “isenção” e imparcialidade na avaliação aos imóveis.

Euribor negativas devolvidas

Contra a vontade da banca em geral e do próprio BdP, a devolução das Euribor negativas passou a ser realidade a partir de 19 de julho de 2018, beneficiando as famílias com uma redução no valor da prestação. Em causa está a obrigação legal de os bancos refletirem a totalidade das taxas negativas, decorrentes da política monetária do BCE, nos contratos de crédito à habitação. Um tema, de resto, que já tinha sido debatido antes e que voltou à baila em agosto. Neste artigo, explicamos-te que podes queixar-te ao BdP no caso do teu banco não te ter dito como é que serias compensado pela Euribor negativa.

O futuro do crédito à habitação

O CEO do Doutor Finanças, Rui Bairrada, disse recentemente ao idealista/news que perspetiva que as Euribor se mantenham em terreno negativo por mais dois ou três anos. Um cenário que já tínhamos apontado em setembro e outubro, quando escrevemos que as Euribor se manteriam em terreno negativo até março de 2020. Pelo meio importa dar nota de uma curiosidade: o Banco Central Europeu (BCE) anunciou a chegada ao mercado da ESTER, uma nova taxa de juro interbancária que visa complementar a Euribor e a Eonia a partir do final de 2019.

Conselhos a ter em conta

A terminar deixamos-te um conjunto de artigos que publicámos que podem ser muito utéis para o caso de estares a pensar pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar casa.