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Juros na prestação da casa continuam a subir e atingem máximos de 2016

Autor: Redação

Há quatro meses consecutivos que as taxas de juro implícitas no crédito à habitação estão a subir. Em março, os juros da prestação da casa voltaram a ficar mais altos, passando dos 1,061% em fevereiro para os 1,066% - o valor mais alto registado desde julho de 2016, tal como mostram os dados mais recentes revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No que respeita aos novos contratos - celebrados nos últimos três meses - a taxa de juro aplicada aos empréstimos para a compra de casa desceu de 1,423% para 1,396%.

Considerando a totalidade dos contratos, segundo o INE, o valor médio da prestação vencida subiu um euro, para 245 euros. Deste valor, 47 euros (19%) correspondem a pagamento de juros e 198 euros (81%) a capital amortizado. Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação desceu 2 euros, para 324 euros.

Capital em dívida em máximos de quatro anos

Já o montante médio em dívida cresceu, superando os 52.600 euros, o que também representa um máximo de maio de 2015. Uma evolução que é justificada pelo aumento dos financiamentos para a compra de casa.

Ainda que o ritmo de crescimento dos empréstimos à habitação esteja a dar sinais de abrandamentom, os últimos dados divulgados pelo Banco de Portugal revelam que, nos primeiros dois meses do ano, foram emprestados 1.481 milhões de euros em crédito para a compra de casa, o valor mais elevado desde 2010.

Este dinamismo no mercado de crédito à habitação deve-se sobretudo à luta que a banca tem vindo a promover com descidas nos spreads para atrair mais clientes.