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Sistema de bicicletas partilhadas em Lisboa arranca este mês

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Autor: Redação

A fase piloto do projeto da Gira.Bicicletas de Lisboa, que decorreu nas dez estações do Parque das Nações, deve terminar no final deste mês. Nessa altura,  arranca “a operação comercial com as mais de 1.400 bicicletas”, adiantou Luís Natal Marques, presidente do conselho de administração da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), responsável por este projeto de bike sharing (bicicletas partilhadas).

Em dois meses (de 21 de junho a 21 de agosto), 4.583 pessoas inscreveram-se como Beta testers do sistema de partilha de bicicletas, dos quais 2.800 descarregaram a aplicação, essencial para fazer as viagens. Citado pelo Diário de Notícias, Luís Natal contou que foram realizadas “mais de 17 mil viagens”, o que comprova “o sucesso desta experiência”.

Para já, usar as bicicletas – elétricas e convencionais – da EMEL ainda é gratuito, mas quando passar a estar disponível em toda a cidade vai custar 25 euros (passe anual) ou 15 euros (passe mensal). A este montante estará associado um custo por viagem, mas “o utilizador pagará no máximo 40 viagens, o que dá um valor máximo mensal de quatro euros, no caso de utilizar uma bicicleta convencional, ou de oito euros, caso opte por deslocar-se numa bicicleta assistida eletricamente”, explicou o responsável.

De acordo com Luís Natal Marques, “o sistema foi idealizado enquanto um sistema de bicicletas partilhadas, as quais deverão ser utilizadas pelo tempo estritamente necessário como alternativa de transporte e não para uma vertente lúdica”. Está previsto que cada utilizador faça viagens de apenas 30 minutos e que só depois desse tempo haverá cobranças adicionais ao valor do passe. No final, os utilizadores terão de colocar a bicicleta na estação e esperar 15 minutos até fazer uma nova viagem sem custos.

O uso das bicicletas vai fazer-se através de uma aplicação para telemóvel. É com esta ferramenta que se escolhe a bicicleta a usar e que se desbloqueia a estação onde ela está, escreve a publicação, salientando que as estações têm wifi para permitir sempre o acesso por parte dos utilizadores.

Será possível escolher bicicletas elétricas ou convencionais, sendo que a maior oferta será nas elétricas: das 1.410, 940 são assistidas eletricamente e 470 são convencionais. Haverá em toda a cidade 140 estações entre o Planalto Central, a Baixa e Frente Ribeirinha, o Parque das Nações e o Eixo Central (que abrange as avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade).

De referir que o sistema só vai estar disponível a maiores de 18 anos. O horário ainda não está fechado, mas durante esta fase piloto tem funcionado entre as 07h e as 22h.