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O fim da crise? Confiança dos portugueses em máximos de dez anos

Autor: Redação

Crise e austeridade foram palavras muito usadas e ouvidas pelos portugueses nos últimos anos, mas a nuvem negra parece ter passado. O cenário é agora mais animador, já que desde 2007 que os portugueses não estavam tão confiantes na situação do país. Numa avaliação de 1 a 10, o resultado é de 4,6 pontos, mais 1,1 pontos que no ano passado. Esta é uma das conclusões do estudo do Observador Cetelem Consumo 2017.

A habitação, a influência portuguesa no mundo, o sistema educativo e a segurança são alguns dos aspetos que merecem maior confiança dos portugueses, revela o estudo, que foi desenvolvido em 15 países – Portugal, Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, República Checa, Roménia, Reino Unido e Eslováquia.

Depois de um período de forte retração, começa a sentir-se maior otimismo, seja este de cariz mais económico ou social. Portugal é exemplo paradigmático desse maior otimismo, ao ser, entre os Estados europeus inquiridos, aquele onde se registou o maior aumento da confiança. Com este resultado, obtém a pontuação mais elevada dos últimos 10 anos, com 4,6 pontos, embora ainda seja um valor negativo”, conclui o estudo.

Aquilo em que os portugueses mais e menos confiam

As matérias que merecem maior confiança dos portugueses são a situação habitacional do país (referida por 41% dos inquiridos), a influência do país no mundo (30%), o sistema educativo nacional (27%) e a segurança nacional (39%). Neste último tópico, apenas os dinamarqueses se mostram mais seguros, com 58% de respostas positivas.

Em sentido inverso, ou seja, os aspetos que mais preocupam os consumidores portugueses, são os perigos ambientais (19% de respostas), o sistema de pensões (14%) e o estado das finanças públicas (13%).

De referir que em termos globais, a Dinamarca ocupa o primeiro lugar da tabela dos países onde a confiança dos consumidores é maior: 6,3 pontos, mais 0,4 que em 2016. Já a Bulgária é o país com piores resultados, com uma pontuação de 3,1 pontos.