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Crédito ao consumo perto de máximos históricos: portugueses pedem sobretudo empréstimos pessoais

Banco de Portugal
Banco de Portugal
Autor: Redação

Os portugueses, além de terem voltado em força a pedir empréstimos para a compra de casa, estão a contrair cada vez mais créditos ao consumo. Em março - com a ajuda da Páscoa - estes financiamentos chegaram aos 659,3 milhões de euros (10,5% a mais que em março de 2017), o que corresponde ao segundo valor mensal mais elevado de sempre. A manter-se o ritmo do primeiro trimestre, 2018 perspetiva-se como o ano recorde na concessão de crédito ao consumo, apesar dos alertas das autoridades para os riscos que tal fenómeno pode ter para os bancos e para as famílias. 

Segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP), divulgados esta terça-feira, o anterior máximo tinha sido fixado em novembro, nos 660,2 milhões de euros, sendo este mês historicamente forte por causa das compras de Natal. 

Nos primeiros três meses de 2018, o crédito ao consumo totalizou 1,8 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 15,5% face ao mesmo período do ano passado, quando foram disponibilizados 1.557 milhões de euros pelas instituições financeiras.

A maior fatia do crédito agora pedido em março passado, 299 milhões de euros, destina-se a empréstimos pessoais, cuja finalidade não é específica. Este valor é o mais alto de sempre e situa-se 14,5% acima do verificado em março do ano passado.

Já o crédito automóvel aumentou 9,6% para 363 milhões de euros, valor que também só é superado pelo registado em novembro do ano passado.

Em cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, o crédito concedido no mês em análise somou 96,5 milhões de euros, mais 1,8% do que no mesmo mês de 2017.