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Mudança de hora comunicada por Portugal à UE: relógios atrasam no domingo

Lukas Blazek/Unsplash
Lukas Blazek/Unsplash
Autor: Redação

Portugal não vai acabar com a mudança de hora e já comunicou essa decisão à União Europeia (UE). Este fim de semana, na madrugada de domingo, será necessário atrasar os relógios uma hora (às 2h00 passa para a 1h00), e ao que tudo indica vai continuar a ser necessário alterar os ponteiros duas vezes por ano.

O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas confirmou que o Governo já comunicou à UE que discorda da proposta da Comissão Europeia de abolir a mudança horária, segundo escreve o Público.

A garantia, aliás, já tinha sido dada pelo primeiro-ministro, António Costa, nomeadamente que era intenção do Executivo seguir a recomendação do Observatório Astronómico de Lisboa, liderado por Rui Agostinho. o Chefe de Governo defendeu que Portugal devia manter o atual regime bi-horário e ter uma hora de verão e uma hora de inverno, considerando que “o bom e único critério é o da ciência”.

Segundo Rui Agostinho, Portugal já passou por uma mudança como esta e as pessoas não gostaram. “Se acabarmos com a mudança da hora, daqui a quatro anos vamos ter queixas. Temos a experiência de ter acontecido, não é apenas raciocínio científico”, disse o responsável à publicação, referindo-se ao período entre 1992 e 1996, quando Portugal tinha o mesmo horário que Bruxelas (e ainda adiantava uma hora no verão).

A medida implicaria um amanhecer tardio que, em alguns meses, chegaria a acontecer apenas às 9h00, o que pode vir a ser prejudicial, principalmente para as crianças e para os jovens.

Estados-membros têm até abril de 2019 para decidir

A maioria dos europeus quer deixar de mudar de hora duas vezes por ano. Mais de 80% das 4,6 milhões de pessoas que votaram na consulta pública da Comissão Europeia sobre a mudança da hora na UE disseram querer o seu fim. Nesta consulta, 79% dos portugueses indicaram a sua preferência por aplicar permanentemente o horário de verão no país.

Os 28 Estados-membros deverão indicar até abril de 2019 se pretendem manter-se no horário de inverno ou verão depois de outubro de 2019 – será o último mês em que os cidadãos europeus atrasam os seus relógios.