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Mais jovens e mais escolarizados, estrangeiros estão a ajudar a crescer população ativa em Portugal

Photo by Stefan Steinbauer on Unsplash
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Autor: Redação

O perfil dos imigrantes a trabalhar em Portugal mudou. São agora mais jovens e mais escolarizados. Além disso, estão a contribuir para o crescimento da população ativa nacional, segundo mostra o estudo do Banco de Portugal que integra o Boletim Económico divulgado esta quinta-feira. Destaca-se um aumento expressivo de cidadãos do Brasil, de países externos à União Europeia, e de Itália e Reino Unido, dos países europeus.

Depois de uma queda da população ativa entre 2008 e 2016, a fatia da sociedade empregada e desempregada entre 15 e 64 anos passou a crescer a partir de 2017 e, "desde meados de 2018, a população ativa estrangeira tem permitido sustentar a evolução da população ativa em Portugal".

No primeiro semestre deste ano, os estrangeiros residentes em Portugal em idade ativa (15-64 anos) eram 198 mil, ou seja, 3,0% da população em idade ativa. Já os estrangeiros ativos eram 158 mil, o equivalente a 3,2% da população ativa, que ascendia a 4,8 milhões de pessoas.

População estrangeira tem escolaridade média superior à da população residente nacional

Segundo dados do Inquérito ao Emprego (IE) do INE, o número médio de estrangeiros a viver em Portugal no primeiro semestre era de 248 mil.

O Banco de Portugal destaca o nível de escolaridade da população estrangeira, que em média é superior ao da população residente nacional e tem vindo a aumentar, o que contribui para esta população estrangeira ter maior taxa de atividade.

Entre o primeiro semestre de 2011 e o mesmo período de 2019, a proporção de estrangeiros entre 25 e 64 anos com ensino superior aumentou de 15% para 30%, enquanto na população nacional essa proporção passou 17% para 26%. Ainda 50% dos portugueses só têm ensino básico, enquanto nos estrangeiros se reduz para 30% esse nível de escolaridade.

Com base no estudo do Banco de Portugal, a agência de notícias escreve que são também os estrangeiros que têm levado ao rejuvenescimento da população ativa, já que a população ativa portuguesa está cada vez mais envelhecida.