Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Portugueses estão mais poupados mas só 21% reforçaram contas poupança no último ano

No último ano, 56% dos portugueses colocaram algum montante de parte, utilizando a conta a prazo como principal meio (21%).

Nattanan Kanchanaprat/Pixabay
Nattanan Kanchanaprat/Pixabay
Autor: Redação

Os hábitos de poupança dos portugueses mantiveram-se estáveis face a 2018, sendo que apenas 21% conseguiram fazer crescer as suas contas poupança nos últimos 12 meses. Em causa estão dados que constam no Observador Cetelem Literacia Financeira 2019.

Segundo o inquérito – realizado a 500 indivíduos residentes em Portugal Continental, com idades entre os 18 e os 74 anos –, 47% dos inquiridos confirmam que poupam, muitas vezes através de hábitos que reduzem gastos.

“Aqueles que o fazem com regularidade mensal quase que duplicaram, passando dos 13% em 2018 para 22% este ano. Aumenta também a percentagem dos portugueses que dizem poupar de forma pontual, através dos subsídios de férias e de natal, ou dos prémios de produtividade (7% em 2018, para 14% em 2019). Regista-se uma ligeira diminuição dos que referem não fazer poupanças, que passou dos 46% em 2018 para 44% este ano”, lê-se no comunicado enviado pelo Cetelem, marca do banco BNP Paribas Personal Finance.

Que estratégias de poupança usam os portugueses?

À semelhança do ano passado, o principal meio de poupança dos portugueses continua a ser a atenção às promoções (31%), isto apesar de se ter registado uma descida de 5% face a 2018. Tomar mais vezes o pequeno almoço em casa ganha relevância este ano (19% dos inquiridos admite fazê-lo, mais 9,9% que em 2018), bem como levar o almoço para o trabalho (18%). 

Outras formas de poupança mencionadas foram a utilização de cupões (13%), a utilização de transportes públicos (8%) e ir a pé para o trabalho (2%) ou de bicicleta (1%), conclui o inquérito.

No último ano, 56% dos portugueses disseram ter colocado algum montante de parte, utilizando a conta a prazo como principal meio (21%). Já a alternativa da conta à ordem registou 14% das preferências entre os inquiridos. De salientar ainda o aumento da opção de poupança através de guardar dinheiro em casa, seja num mealheiro, cofre ou outro, que regista também 14%. Por fim, 7% investiram noutros produtos bancários”, lê-se no documento.

De referir ainda que 43% dos portugueses dizem estar parcialmente satisfeitos com o nível de poupanças do seu agregado familiar: 1% estão totalmente satisfeitos, 35% não estão nem satisfeitos, nem insatisfeitos e 11% dizem estar parcialmente ou totalmente insatisfeitos.