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Riqueza dos portugueses cresceu 13,2% entre 2013 e 2017 - peso da casa separa a classe média dos ricos

INE
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Autor: Redação

A riqueza líquida por família em Portugal aumentou 13,2% em termos médios entre 2013 e 2017 e 10% em termos medianos. O aumento verificou-se em todas as classes de riqueza das famílias, mas os mais ricos são responsáveis por mais de metade da riqueza. O peso da casa própria no total dos ativos é o que separa a classe média dos ricos. 

“A riqueza líquida média das famílias residentes em Portugal era 162,3 mil euros e a mediana 74,8 mil euros”, conclui o Instituto Nacional de Estatística (INE), salientando que em 2017 “as famílias pertencentes ao conjunto das 10% com maior riqueza líquida detinha 53,9% da riqueza líquida total das famílias e o conjunto das 50% com menor riqueza líquida detinha 8,1%”. 

Segundo o INE, os imóveis são os ativos mais importantes das famílias, representando 87,7% do total de ativos. "A residência principal e outros imóveis representavam, respetivamente, 54,3% e 21,7% dos ativos reais (...). A importância primordial da residência principal na riqueza é comum à maioria das famílias. A residência principal representava mais de 65% dos ativos reais em todas as classes de riqueza líquida com exceção da mais elevada. No conjunto dos 10% de famílias com riqueza líquida mais elevada, os negócios por conta própria eram o ativo real com maior peso (35,4%), seguidos da residência principal e dos outros imóveis (com um peso de 30,8% e 30,7%, respetivamente)”, lê-se no documento.

O INE conclui ainda que 45,7% das famílias tinham dívidas em 2017 e que 6,9% dos agregados enfrentaram restrições no acesso ao crédito. “Para as famílias com dívida, o valor mediano do rácio entre o serviço da dívida e o rendimento era de 14,4%, menos 2,4% que em 2013 (16,8%). O rácio entre a dívida e o rendimento também se reduziu, registando em 2017 um valor de 132,6%, bastante inferior ao observado em 2013 (198,5%). O rácio entre a dívida e o total de ativos para as famílias endividadas diminuiu de 40% em 2013 para 31,5% em 2017”, refere o Inquérito à Situação Financeira das Famílias.