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A evolução da carga fiscal em Portugal nos últimos 50 anos

Entre 1965 e 2017 o peso dos impostos mais que duplicou no país, segundo dados da OCDE.

Jornal de Negócios
Jornal de Negócios
Autor: Redação

Nos últimos 53 anos – entre 1965 e 2017 –, a carga fiscal mais que duplicou, tendo passado de 15,7% para 35,4%. Trata-se de um aumento de 19,7%, o terceira mais alto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Só Grécia e Espanha tiveram aumentos superiores.

O país com a maior carga fiscal é França (46,1%) e do lado oposto da tabela encontra-se o México (16,1%), sendo que Portugal ocupa a 16ª posição da lista da OCDE para os quais existem dados, com uma carga fiscal superior à da média da OCDE (34,3%), escreve o Jornal de Negócios.

Segundo a publicação, que se apoia em dados da OCDE, o aumento da carga fiscal em Portugal acompanhou o desenvolvimento dos serviços públicos, como o SNS, a escola pública e e Segurança Social.

De referir que o peso das receitas com rendimentos das famílias (IRS) no PIB aumentou de 5,4% para 6,5% entre 2000 e 2018. Em sentido contrário, os impostos com rendimentos das empresas (IRC) passaram a representar 3,2% do PIB em 2018, menos 0,5% que no início do século. A rubrica que mais peso tem no PIB é, no entanto, a dos impostos sobre bens e serviços (13,5%).