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Aumento das pensões 2020: Quanto vou passar a receber e como gerir esse rendimento?

Com as tabelas de retenção na fonte sobre o IRS publicadas, já é possível fazeres o cálculo do valor líquido que será pago.

Photo by Alex Boyd on Unsplash
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Autor: Redação

No início de 2020, e pelo 3º ano consecutivo, a maioria das pensões em Portugal voltou a subir (até 2 vezes o Indexante dos Apoios Sociais). Mas, com a inflação próxima de zero, os aumentos desta vez foram mais modestos, variando entre 1,9 euros e os 6,3 euros brutos mensais. Agora publicadas todas as tabelas de retenção na fonte sobre o IRS, já é possível fazeres o cálculo da tua pensão líquida para ficares a sabe quanto é que vais realmente receber, após todas as deduções. Como posso calcular a minha pensão líquida? Explicamos neste artigo.

As pensões até 877,60 euros (duas vezes o IAS) subiram 0,7%, enquanto as pensões entre os 877,60 euros e os 2.632,80 euros (6 vezes o IAS) cresceram apenas 0,24% (em linha com a inflação). A somar a este aumento, e à semelhança do que aconteceu também nos últimos três anos, foi já aprovado pelo novo Orçamento de Estado 2020, um aumento extraordinário de 10 euros para as pensões mais baixas. Porém, e tal como esclarece o Doutor Finanças neste artigo preparado para o idealista/news, para os pensionistas que recebam uma pensão cujo montante tenha sido atualizado no período entre 2011 e 2015, a atualização é de seis euros, sendo deduzida da atualização o valor da atualização anual verificada em janeiro de 2020. 

Com esta atualização do valor das pensões, e uma vez publicadas todas as tabelas de retenção na fonte sobre o IRS, já é possível fazeres o cálculo da tua pensão líquida para ficares a sabe quanto é que vais realmente receber, após todas as deduções. 

Como posso calcular a minha pensão líquida?  

Já lá vai o tempo em que tinhas que te perder em fórmulas e mais fórmulas para descobrir quanto é que ias ganhar de salário líquido ou, neste caso, de pensão líquida. Hoje em dia, através de um simulador de pensão líquida 2020, já é possível ficares a saber na hora, e ao cêntimo, quanto é vais receber de pensão na tua conta. E tudo isto de uma maneira simples, eficaz e à distância de um clique.  

Para fazeres este cálculo precisas apenas de alguns dados como: área de residência (Portugal Continental, Açores ou Madeira), estado civil, tipo de pensão e valor bruto da pensão. O número de dependentes e o número de dependentes portadores de deficiência também influenciam o cálculo. 

Esta ferramenta pode ser utilizada tanto por pensionistas do setor público como do privado.  

  • E se tiver um PPR? Como posso fazer o cálculo?  

Se subscreveste um Plano Poupança Reforma (PPR), não te esqueças de adicionar esse rendimento ao valor da tua reforma. O valor líquido que vais ter disponível mensalmente, vai ser a soma das várias parcelas dos teus rendimentos.  

Como posso gerir eficazmente os meus rendimentos?  

Ao utilizares o simulador de pensão líquida já estás a dar o primeiro passo para fazer um melhor planeamento das tuas finanças pessoais e, por consequência, da tua poupança, uma vez que saberás com o que podes contar no final do mês. Contudo, existem algumas dicas simples que podem ajudar-te a gerir e a rentabilizar da melhor maneira a tua pensão e o aumento extra que está por chegar.  

  • Preserva a tua poupança 

Entrar na idade da reforma não é sinónimo de liquidares todas as tuas aplicações financeiras, nem de gastares todas as tuas poupanças, ou até mesmo continuares com um perfil investidor. Isto porque, na fase da reforma, onde os rendimentos são menores, pode ser muito complicado recuperares de uma má decisão financeira. É importante que continues a fazer o teu “pézinho” de meia, mas agora com base nos novos rendimentos que passas a receber versus as tuas despesas. Por exemplo, e se te for possível, no caso de teres um PPR, mantém o teu dinheiro investido nesse produto financeiro e vai levantando à medida que vais precisando. Assim vais conseguir resistir aos gastos desnecessários e continuar a gerar rendimentos e juros.  

  • Planeia e faz um orçamento familiar  

Mesmo na reforma, há despesas que continuam a fazer parte das tuas despesas mensais. É o caso da alimentação, dos transportes, da água e luz, dos tempos livros e da saúde. Toda a tua estrutura de receitas versus gastos vão sofrer alterações. Podes passar a receber menos, mas, por estares reformado, não significa que vás gastar menos.

Efetivamente existem alguns custos que podem reduzir ou até mesmo deixar de existir, como por exemplo os custos associados com as deslocações para o trabalho. Contudo, estes custos, e uma vez que estás com mais tempo para te dedicares a outras atividades, podem ser substituídos por outros de igual ou superior valor. Podes querer aplicar o teu tempo e o teu dinheiro em viagens ou em alguma atividade. As tuas receitas vão sofrer alterações, mas os teus gastos não reduzem necessariamente.  

Por estas razões, e para conseguires manter o teu nível de vida, é importante que continues a planear e a fazer o teu orçamento familiar, tendo em conta as novas receitas, as despesas fixas e as despesas que pretendes juntar a esta equação.  

Acredita que o orçamento familiar é a principal ferramenta para a gestão do dinheiro em qualquer que seja a fase da tua vida.  

  • Amortiza as tuas dívidas ou consolida os teus créditos  

O cenário ideal seria entrares na idade da reforma com todas as tuas dívidas e créditos amortizados. Mas, na verdade, este cenário nem sempre é possível, principalmente no que toca ao crédito habitação. Portanto, se chegaste à reforma com créditos ainda por liquidar, existe uma ou outra medida que podes tomar. A primeira passa por poupares ou utilizares uma parte da tua poupança (sem nunca comprometer o teu orçamento familiar) para amortizar os créditos que ainda possas ter pendentes. Desta maneira, estás a dizer adeus a uma grande despesa do teu orçamento familiar e a utilizar a tua poupança de uma forma inteligente.  

Por outro lado, se não tens economias de parte que te permitam liquidar os teus créditos, podes pensar em fazer a sua consolidação. Contudo, este produto tem algumas limitações para pessoas que já estão na idade da reforma, sendo uma delas a idade máxima de 75 anos para a sua solicitação.   

  • Nunca é tarde para começares a poupar 

Embora a idade da reforma seja vista como a altura de gozar a vida, a poupança nunca deve ser esquecida. Os imprevistos continuam a acontecer e teres um dinheirinho de parte só vai ajudar-te a que consigas fazer frente aos mesmos. Por isso, é importante que planifiques bem esta fase, que avalies os teus rendimentos e as tuas despesas. Verifica se a vida que pretendes levar durante a reforma não te vai levar à descapitalização. Se verificares que isso pode acontecer, avalia onde podes reduzir os gastos ou até mesmo cortar.

Paralelamente, vai sempre fazendo contas e verificando o que podes colocar de lado. Por exemplo, tens capacidade de colocar de lado o valor correspondente ao aumento extra das pensões? Faz-te este tipo de perguntas e garante que vives a tua reforma com a máxima qualidade. Ah, e não te esqueças, a saúde muitas vezes prega-nos partidas, por isso garante que tens poupanças para este fim.