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O mundo no pós-Covid: crise vai acelerar mudanças e comportamentos

Análise da plataforma Trendwatching identifica tendências emergentes na era pós-Covid e quais serão as novas prioridades das pessoas.

Photo by Robert Katzki on Unsplash
Photo by Robert Katzki on Unsplash
Autor: Redação

A pandemia veio alterar hábitos e rotinas, mas também acelerar tendências, segundo a mais recente análise da plataforma Trendwatching. O estudo revela que os tempos de crise têm tanto de ameaçadores, como de libertadores, podendo funcionar como gatilho para o quebrar das “velhas regras”. Algo que não aconteceria, de resto, sem um grande choque como este. Mas, afinal, o que é que irá mudar na era pós-Covid?

Neste artigo apontamos algumas tendências emergentes identificadas pela Trendwatching, e que oferecem alguns sinais sobre quais serão as novas prioridades das pessoas num mundo pós-Covid.

  • Experiências virtuais

Desde espetáculos cancelados, museus e vários espaços culturais fechados. A pandemia veio roubar experiências e deixar um vazio na vida das pessoas. A plataforma acredita que, face à necessidade contínua de distanciamento social, as experiências virtuais vão ganhar terreno e adquirir novos níveis de significado.

  • Shopstreaming

O comércio eletrónico e o livestreaming (transmissão ao vivo) ganharam novo impulso com a pandemia, e assim deverá continuar nos próximos anos. Esta mistura de entretenimento, comunidade e comércio irá aumentar à escala global.

  • Companhia virtual

Esta é uma das tendências mais controversas. A verdade é que se começou a enraizar o hábito de contactar com assistentes virtuais e chatbots. A crise poderá, em alguns casos, levar algumas pessoas a procurar “personalidades virtuais” quer ao nível do entretenimento, quer em termos de educação ou saúde.

  • Viver num ambiente saudável

Os cuidados diários com a higiene e deinfeção saíram reforçados com a pandemia. Assim, viver em ambientes saudáveis e seguros será uma das novas prioridades – um desafio para as empresas e espaços físicos, que terão de garantir o cumprimento das normas mais que nunca para gerar confiança nos consumidores.

  • Procura de conhecimento

As pessoas passam horas e horas online, muitas vezes a fazer nada que as estimule. Mas isso também irá mudar. Deverão começar a procurar cursos e atividades que lhes permitam ocupar o tempo de forma mais produtiva.

  • A-Commerce

Uma tendência de há alguns anos que agora poderá ganhar novo impulso – a combinação da inteligência artifical e o comércio eletrónico. O repentino aumento das interações sem contacto, combinado com os avanços da robótica, levar-nos-á a uma nova geração de comércio automatizado.

  • Burnout

O coronavírus não é a única coisa que causa angústia . Mesmo antes do desencadear desta crise global de saúde pública , as pessoas enfrentavam desigualdades, vivam num clima de medo,  pressionadas por uma competição social permanente. O vírus veio agudizar este quadro, pelo que tudo aquilo que possa ajudara melhorar o bem-estar mental das pessoas será recebido de braços abertos.

  • Soluções partilhadas

Partilhar e distribuir soluções inovadoras para problemas que são de todos. O coronavírus, diz a plataforma, é um dos problemas transnacionais e trans-demográficos mais urgentes da história recente e, como tal, lembrou às pessoas que as melhores organizações e empresas são aquelas que colaboram generosamente com outras pessoas.

  • Aprender novas habilidades

Um resultado benéfico de passar mais tempo em casa? Muitos serão obrigados, até forçados, a aprender algumas habilidades tradicionais da vida muitas vezes negligenciadas, como cozinhar para si mesmas.