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Centeno espera melhor reação da economia a eventual terceira vaga de Covid-19

O BdP mantém as previsões para a economia portuguesa em 2020, antecipando uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,1%.

Photo by Elio Santos on Unsplash
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Autor: Lusa

O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, espera que o comportamento da economia portuguesa face a uma eventual terceira vaga da pandemia, após o Natal, seja melhor que o verificado nas anteriores. "É expectável que se uma terceira vaga suceder, toda esta aprendizagem, e num contexto em que já há vacinação, se possa esperar um efeito muito mais contido na economia", disse o responsável.

O BdP manteve as previsões para a economia portuguesa em 2020, antecipando uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,1%, de acordo com o Boletim Económico divulgado esta segunda-feira, 14 de dezembro de 2020, e para 2021 espera um crescimento económico de 3,9%.

"Nós não divulgamos projeções trimestrais, mas nós temos uma recuperação gradual claramente mais a partir do segundo trimestre, da economia, em 2021, sendo que o que aqui está subjacente é precisamente alguma manutenção de medidas de contenção no primeiro trimestre de 2021 e depois, então, um retomar da atividade económica com mais intensidade a partir e incluindo o segundo trimestre" de 2021, acrescentou o governador.

Durante a apresentação do Boletim Económico, Mário Centeno adiantou que o BdP espera uma queda do PIB de 1,8%, em cadeia, no quarto trimestre deste ano, algo que terá efeitos no arranque do próximo ano. E alertou ainda que "o efeito de arrastamento para 2021 não é totalmente favorável, neste momento", quando comparado com previsões anteriores, em particular com as de outubro.

"Tínhamos o mesmo número para o ano [de 2020, que é de -8,1%], mas com uma composição trimestral bastante diversa, com menos crescimento no terceiro trimestre e mais crescimento no quarto trimestre", disse o antigo ministro das Finanças.

Desta forma, e mesmo face ao crescimento previsto para 2022 (4,5%), "a taxa de crescimento para 2021 está muito afetada pelo mau ponto de partida originado no quarto trimestre de 2020", referiu ainda Mário Centeno, considerando que "é um pouco enganadora para a dinâmica que, trimestre após trimestre, se irá consubstanciando em Portugal".