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Atenção às máscaras caseiras de tecido: novas variantes exigem cuidados redobrados

As novas variantes do coronavírus são mais contagiosas e espalham-se mais rápido. Os cuidados devem ser redobrados, a começar desde logo pela máscara.

Photo by Vera Davidova on Unsplash
Photo by Vera Davidova on Unsplash
Autor: Redação

As máscaras caseiras de tecido não são, segundo as autoridades de saúde, a melhor opção para evitar o contágio, sobretudo por causa das novas variantes do vírus – a inglesa, detetada no Reino Unido e a da África do Sul, por exemplo, já chegaram a Portugal. Em virtude destas novas ameaças, potencialmente mais perigosas, alguns países da Europa estão a recomendar à população a não utilização de máscaras de pano, devido à ineficácia da proteção contra o coronavírus e porque as novas mutações serão mais facilmente transmitidas. Entretanto, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) também já veio recomendar as máscaras cirúrgicas obrigatórias. 

A SPP alerta para a pouca eficácia de muitas máscaras faciais caseiras na proteção do novo coronavírus, sobretudo a nova variante, e sugere a obrigatoriedade de utilização de máscaras cirúrgicas. Num parecer divulgado terça-feira, 26 de janeiro de 2021, a SPP alerta para a disseminação da variante do Covid-19 detetada na Inglaterra, com “maior capacidade de transmissibilidade da doença”, que levou vários países europeus, como a França, a Alemanha e a Áustria, a reforçar as medidas de prevenção da propagação da pandemia.

Entre estas, refere, está a proibição da utilização de máscaras comunitárias, “muitas delas de fabrico caseiro e sem qualquer controlo de qualidade ou certificação”, e cuja qualidade é impossível de assegurar. Dada a falta destes controlos, adianta, algumas máscaras caseiras, também chamadas de máscaras comunitárias, geralmente feitas em vários tipos de tecido, lavadas e reutilizadas múltiplas vezes “podem não ter a eficácia desejada na prevenção da propagação e inalação de gotículas e da contaminação por microrganismos”.

“Deverá ser considerada a obrigatoriedade de uso de máscaras cirúrgicas, podendo ser considerado, apenas em alternativa, o uso de máscaras comunitárias certificadas pelo CITEVE que, cumprindo os critérios de filtração de partículas, respirabilidade e boa adesão à face e nariz, conferem uma proteção comparável”, refere a SPP.

Nos contextos de maior risco, como de cuidadores de doentes ou famílias com elementos infetados por Covid-19, deverá ser equacionado o uso de máscaras FFP-2, adianta.

O que estão a fazer os outros países

A Alemanha, por exemplo, está a ponderar tornar obrigatório o uso de máscaras FFP2/N95 para todos os cidadãos em lugares como lojas, supermercados e transportes públicos, segundo o The Guardian, e a medida já foi aplicada na região da Baviera. A Áustria quer fazer o mesmo, e as autoridades de saúde francesas também já aconselharam a população a usar máscaras de melhor qualidade e que ofereçam maior proteção.

O Conselho Superior de Saúde Pública de França afirma que as máscaras de tecido, muitas vezes feitas em casa, só filtram 70% das partículas disseminadas no ar, e recomenda máscaras com maior poder de filtragem, como as cirúrgicas, que são mais protetoras.

“Máscaras de categoria 2 ou de tecido filtram apenas 70%, enquanto máscaras de categoria 1, como máscaras cirúrgicas, podem chegar a 95% se usadas corretamente. Como a variante é mais facilmente transmitida, é lógico: usar máscaras com o maior poder de filtragem ”, disse Daniel Camus, do Instituto Pasteur em Lille e um membro do HCSP, ao France Info.

Uma solução alternativa poderá passar pela utilização de uma máscara adicional. Por exemplo, colocar uma máscara cirúrgica, cobrindo-a depois com uma máscara de pano em situações de maior risco. Ainda assim, e segundo os especialistas citados no The New Yort Times, o ideal será utilizar máscaras mais eficazes para andar de transportes, ir ao médico ou a uma loja, e redobrar os cuidados de higiene e distanciamento.